BarraBA
53.528 habitantes · IBGE 2902708
Resumo socioambiental
Barra/BA apresenta um quadro de saneamento básico misto e sinais preocupantes na frente climática. A cobertura de água atingiu 78,3% em 2022, patamar acima da mediana nacional (73,2%) mas abaixo do valor estadual (83,0%), com evolução expressiva desde 2010 (+43,9%), embora tenha recuado frente ao pico de 100% registrado em 2019. A perda de água, por sua vez, caiu significativamente para 29,8% (2022), redução de 26% em relação à série histórica, situando-se praticamente no mesmo nível da mediana nacional (29,1%), o que indica ganhos de eficiência operacional relevantes na distribuição.
O esgotamento sanitário, entretanto, revela fragilidade estrutural: a coleta de esgoto está em apenas 40,7% (2023), abaixo da mediana nacional (59,9%) e do valor estadual (56,9%), e o município opera com uma única ETE (2020), mesmo patamar da mediana nacional, mas muito distante da capacidade média estadual (317 unidades). Chama atenção o fato de o tratamento de esgoto atingir 90,0% (2022) — bem superior à mediana nacional (33,3%) — o que sugere que, apesar da baixa cobertura de coleta, o volume efetivamente coletado é tratado com alta eficiência. Essa combinação aponta para um gargalo de acesso, não de infraestrutura de tratamento.
Na gestão de resíduos sólidos, o quadro é mais crítico: apenas 60,0% dos domicílios têm coleta (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e também do percentual estadual (69,0%), posicionando o município no percentil 26 nacional. Consequentemente, o destino inadequado de resíduos atinge 38,6% dos domicílios, mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e do valor estadual (17,1%), colocando Barra no percentil 84 — entre os piores do país nesse quesito. Essa deficiência se reflete diretamente nas emissões de resíduos, que somaram 20.985 tCO₂e em 2024, mais de três vezes a mediana nacional (6.191 tCoe), posicionando o município no percentil 84 nacional e evidenciando trajetória de crescimento contínuo desde 2010 (+59,9%).
O balanço de emissões totais de GEE reverteu de forma acentuada: depois de mais de uma década como sumidouro de carbono (valores negativos entre 2010 e 2021, refletindo provável uso do solo e cobertura vegetal), o município passou a ser fonte líquida de emissões a partir de 2022, atingindo 249.775 tCO₂e em 2024 — variação de +138,4% e acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 66. As emissões de energia também cresceram (+45,4%, para 37.938 tCO₂e), reforçando a tendência de piora ambiental. Somado aos registros históricos de eventos extremos — 1 cheia e 9 secas observadas em 2016, esta última no percentil 85 nacional —, o município demonstra vulnerabilidade climática relevante, que exige atenção prioritária em políticas de resíduos sólidos, expansão da coleta de esgoto e monitoramento das emissões territoriais.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
78.3%
2022
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
40.7%
2023
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
90.0%
2022
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
29.8%
2022
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
60.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
38.6%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
249.775 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
20.985 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
37.938 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
9
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
