Barra D'AlcântaraPI

4.091 habitantes · IBGE 2201176

IA

Resumo socioambiental

Barra D'Alcântara/PI apresenta um quadro socioambiental marcado por forte contraste: excelência no abastecimento de água convive com ausência total de tratamento de esgoto. A cobertura de água atinge 99,2% (2024), muito acima da mediana nacional de 73,2% e do valor estadual de 92,3%, posicionando o município no percentil 93. Em contrapartida, a coleta de esgoto é de 0,0% (2024), tanto quanto o tratamento, também em 0,0%, enquanto a mediana nacional é de 59,9% e 33,3%, respectivamente — um déficit estrutural grave que expõe a população a riscos sanitários e ambientais. Some-se a isso uma perda de água elevada, de 50,0% (2024), quase o dobro da mediana nacional (29,1%) e do valor estadual (23,6%), colocando o município no percentil 83 nesse indicador negativo, o que sugere ineficiência operacional na rede apesar da alta cobertura.

No manejo de resíduos sólidos, houve avanço: os domicílios com coleta passaram de 53,4% (2010) para 64,5% (2022), alta de 20,7 pontos percentuais, mas ainda abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (70,4%), no percentil 31. O destino inadequado de resíduos caiu de 46,6% para 35,3% no mesmo período, uma melhora expressiva de 24,1%, porém o valor permanece muito superior à mediana nacional (14,9%) e à UF (26,3%), situando o município no percentil 81 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito, apesar da trajetória de melhora.

As emissões de GEE cresceram de forma acentuada, saltando de 23.360 tCO₂e (2010) para 95.662 tCO₂e (2024), variação de +309,5%, embora ainda abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 39. As emissões de energia dispararam +298,3% no período, atingindo 2.170 tCO₂e (2024), refletindo possível expansão de consumo energético local, ainda que distante da mediana nacional (18.929 tCO₂e). As emissões de resíduos também cresceram 55,7%, para 2.044 tCO₂e (2024), evolução coerente com o aumento da coleta domiciliar, mas que reforça a necessidade de destinação final adequada, dado o baixo desempenho em tratamento de esgoto e destino de resíduos.

Quanto a eventos hidrológicos, não há registros de cheia em 2016, mas há 8 registros de seca observada no mesmo ano, valor abaixo do total estadual (2.068), mas relevante frente à mediana nacional nula, no percentil 83. Combinados, os indicadores apontam para um município com infraestrutura de água consolidada, mas com lacunas críticas em esgotamento sanitário e eficiência hídrica, exigindo investimentos prioritários em tratamento de esgoto e redução de perdas, especialmente diante do crescimento das emissões associadas a energia e resíduos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

99.2%

2024

93
0.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

0
0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

50.0%

2024

17
0.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

64.5%

2022

31
20.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

35.3%

2022

19
24.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

95.662 tCO₂e

2024

61
309.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.044 tCO₂e

2024

87
55.7% no período

Emissões de energia

SEEG

2.170 tCO₂e

2024

92
298.3% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

8

2016

17
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.