Barra de Santo AntônioAL
16.735 habitantes · IBGE 2700508
Resumo socioambiental
Barra de Santo Antônio/AL apresenta um quadro saneamento marcado por forte contraste entre abastecimento de água e tratamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 93,1% em 2022, bem acima da mediana nacional (76,5%) e do estado (76,9%), colocando o município no percentil 75 — resultado de uma evolução expressiva desde 2013 (65,0%), com salto de +43,1%. Em contrapartida, o tratamento de esgoto é praticamente inexistente, com apenas 2,5% em 2022, muito abaixo da mediana nacional (37,7%) e da média estadual (26,3%). Essa lacuna é agravada pela perda de água na distribuição, que chegou a 53,0% em 2022, superior à mediana nacional (29,9%) e à média de Alagoas (43,9%), posicionando o município no percentil 87 — ou seja, entre os piores do país nesse indicador, sinalizando ineficiência operacional que compromete os ganhos obtidos na cobertura.
Na gestão de resíduos sólidos, o município apresenta bons indicadores domiciliares: a coleta atinge 94,1% dos domicílios (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e estadual (79,1%), enquanto o destino inadequado caiu para 4,1%, bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e estadual (13,0%), com redução de 65,6% desde 2010. Entretanto, essa cobertura elevada de coleta não se traduz em tratamento adequado do que é recolhido: as emissões de resíduos cresceram 46,5% entre 2010 e 2024, atingindo 8.317 tCO₂e, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e no percentil 60 — indicando que o aumento da coleta pode estar associado a disposição final ainda inadequada ou não certificada, coerente com o baixíssimo tratamento de esgoto observado.
Em emissões totais de GEE, o município mantém-se em patamar baixo relativamente ao país, com 17.490 tCO₂e em 2024 (percentil 7, muito abaixo da mediana nacional de 138.513 tCO₂e), mas a trajetória é volátil, com picos em 2018 (32.685 tCO₂e) e 2022 (31.050 tCO₂e). O destaque preocupante é o setor de energia, cujas emissões mais que dobraram no período (+132,7%), passando de 5.280 tCO₂e (2010) para 12.285 tCO₂e (2024), embora ainda abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados (ANA, 2016), mas a defasagem desses dados limita conclusões sobre risco hidroclimático recente.
Em síntese, o município avançou significativamente em acesso à água e coleta de resíduos, superando parâmetros nacionais e estaduais, mas enfrenta desafios estruturais críticos em tratamento de esgoto e perdas no sistema de abastecimento, além de tendência de alta nas emissões de energia e resíduos — pontos que devem orientar prioridades de investimento em saneamento e eficiência energética nos próximos ciclos de planejamento.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
92.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
5.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
1.5%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
45.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
94.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
4.1%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
17.490 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
8.317 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
12.285 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
