Barra do GarçasMT
72.694 habitantes · IBGE 5101803
Resumo socioambiental
Barra do Garças/MT apresenta situação favorável em abastecimento de água, com cobertura de 99,7% em 2022, bem acima da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (87,2%), posicionando o município no percentil 88 do país. A coleta de esgoto atingiu 80,5% em 2021, evoluindo significativamente desde 2010 (+61,0%), superando o Mato Grosso (61,9%) mas ficando abaixo da mediana nacional (87,8%). O tratamento de esgoto, por sua vez, é de 45,9% (2022), superior tanto à mediana nacional (37,7%) quanto à estadual (42,5%), embora o município conte com apenas 1 ETE registrada, o que gera preocupação quanto à capacidade operacional frente ao crescimento da coleta.
Um ponto crítico é a perda de água na distribuição, que saltou de patamares residuais (3,6% em 2010-2011) para 48,7% em 2022, superando a mediana nacional (29,9%) e a média estadual (40,5%), colocando o município no percentil 83 (pior faixa) do país. Essa deterioração operacional contrasta com a alta cobertura de água e sinaliza ineficiência na gestão da infraestrutura, com possíveis impactos financeiros e de sustentabilidade hídrica. Em compensação, os indicadores de destinação de resíduos domiciliares são positivos: 93,4% de domicílios com coleta (2022) e apenas 5,2% com destino inadequado, ambos superiores às médias nacional e estadual.
No eixo climático, as emissões totais de GEE alcançaram 1.840.033 tCO₂e em 2024, com alta de 7,5% frente ao ano anterior, situando o município no percentil 95 nacional — um patamar muito elevado se comparado à mediana do país (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos somaram 54.118 tCO₂e (percentil 94), crescimento coerente com a expansão da coleta e do atendimento domiciliar, mas que reforça a necessidade de investimentos em tratamento e destinação adequados de resíduos sólidos e efluentes. As emissões de energia, embora tenham recuado 2,3% em 2024, mantêm o município no percentil 94, refletindo forte pressão do setor produtivo local.
Por fim, a geração de energia renovável é incipiente: a potência solar instalada estagnou em 225 kW desde 2023, e a biomassa em 197 kW desde 2012, ambas muito abaixo das medianas nacionais (908 kW e 5 MW, respectivamente), posicionando o município nos percentis mais baixos (21 e 6). Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016. Em síntese, Barra do Garças combina bons indicadores de saneamento básico e resíduos domiciliares com desafios relevantes em eficiência hídrica, emissões de GEE e diversificação energética, exigindo atenção prioritária à redução de perdas de água e à expansão da infraestrutura de tratamento de esgoto e energias renováveis.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
92.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
75.7%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
53.1%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
45.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
93.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
5.2%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
422 kW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
225 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
225 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.840.033 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
54.118 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
329.454 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
