Barra do OuroTO
4.641 habitantes · IBGE 1703073
Resumo socioambiental
Barra do Ouro/TO apresenta cobertura de água de 88,5% em 2022, patamar superior à mediana nacional (76,5%) e à média estadual (86,6%), posicionando o município no percentil 68 do país. Contudo, esse avanço é comprometido por um índice de perda de água de 50,4% no mesmo ano — mais que o dobro do observado em 2021 (1,0%) e acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (34,3%), colocando o município no percentil 85 (entre os piores do Brasil). Essa combinação sugere que, embora a infraestrutura de distribuição tenha se expandido na última década, sua eficiência operacional se deteriorou de forma acentuada e recente, indicando possível necessidade de investimento em manutenção de redes e controle de perdas.
No saneamento de esgoto, a situação é mais crítica: apenas 44,9% dos domicílios tinham coleta em 2022, queda de 22,6% frente a 2010, e distante da mediana nacional (76,9%) e da UF (79,1%), no percentil 11. O destino inadequado de dejetos atinge 27,4% dos domicílios, quase o dobro da mediana nacional (14,9%), apesar de ter recuado desde 2010 (42,0%). Essa lacuna estrutural em esgotamento sanitário não se reflete, entretanto, em emissões de resíduos elevadas: os 1.855 tCO₂e de 2024 estão bem abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 10, o que é coerente com o pequeno porte populacional do município (~4.641 habitantes), mas não deve ser interpretado como eficiência ambiental do setor.
As emissões totais de GEE somaram 286.615 tCO₂e em 2024, com queda de 20,3% desde 2010, mas com forte oscilação no período — pico de mais de 1 milhão de tCO₂e em 2013 e variações abruptas até 2023. O valor de 2024 supera a mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando o município no percentil 69. As emissões de energia cresceram 108,1% no período, chegando a 3.437 tCO₂e em 2024, com um pico atípico em 2020 (32.834 tCO₂e), embora ainda estejam abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).
Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados pela ANA (2016), o que limita a análise de riscos hidrológicos recentes. Em síntese, o município exibe avanços na cobertura de água, mas enfrenta desafios simultâneos de eficiência hídrica e de universalização do esgotamento sanitário, este último historicamente defasado frente aos parâmetros nacionais e estaduais — cenário que reforça a necessidade de priorizar investimentos em redução de perdas e em ampliação da coleta de esgoto como eixos complementares de política pública.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
70.8%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
10.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
44.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
27.4%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
286.615 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
1.855 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
3.437 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
