Barra do QuaraíRS

4.337 habitantes · IBGE 4301875

IA

Resumo socioambiental

Barra do Quaraí/RS apresenta quadro de saneamento básico frágil, com destaque negativo para a coleta de esgoto, que atingiu apenas 34,1% em 2021 — muito abaixo da mediana nacional (87,8%) e também inferior à média gaúcha (49,5%), posicionando o município no percentil 19 do país. Apesar do salto expressivo desde 2007 (variação de +374,7%), o patamar ainda é baixo. A cobertura de água segue trajetória mais estável, com 70,7% em 2022 (percentil 43), abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (88,1%). Já o tratamento de esgoto evoluiu de forma acentuada, saindo de zero até 2020 para 39,2% em 2022, superando tanto a mediana nacional (37,7%) quanto o Rio Grande do Sul (30,8%), o que indica investimento recente relevante em estações de tratamento, mesmo com baixa cobertura de coleta — um descompasso que limita o impacto ambiental do avanço.

As perdas de água caíram consideravelmente desde 2008 (-57,4%), chegando a 23,1% em 2022, valor melhor que a mediana nacional (29,9%) e a média estadual (36,5%), embora tenha havido leve reversão da tendência de queda observada entre 2017 e 2019. Quanto ao manejo de resíduos, o município mostra bom desempenho relativo: domicílios com coleta atingiram 85,7% em 2022 (percentil 68), e o destino inadequado caiu para 10,6%, abaixo da mediana nacional (14,9%), ainda que distante do padrão gaúcho (4,5%). Essa melhoria na gestão de resíduos sólidos, contudo, não se reflete nas emissões de GEE associadas ao setor, que cresceram +5,9% entre 2010 e 2024, chegando a 1.573 tCO₂e — embora esse valor permaneça muito abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e), no percentil 11.

O total de emissões de GEE do município foi de 476.776 tCO₂e em 2024, com queda de -11,7% frente a 2010, mas ainda situado no percentil 79 nacional, evidenciando peso elevado relativo à média dos municípios brasileiros (mediana de 138.513 tCO₂e). O setor de energia chama atenção pelo crescimento expressivo (+495,2% desde 2010), atingindo 13.656 tCO₂e em 2024, embora abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Do ponto de vista climático-hidrológico, os registros de cheia (2) e seca (1) em 2016 posicionam o município nos percentis 87 e 59, respectivamente, indicando exposição a eventos extremos superior à mediana nacional (zero registros). Em contrapartida, o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 4,000, equivalente à mediana nacional e superior à média da UF (3,895), sugerindo perspectiva favorável de resiliência hídrica caso os investimentos em saneamento e infraestrutura sejam mantidos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

69.2%

2024

45
12.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

30.9%

2024

23
202.6% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

34.8%

2024

51

Perda de água

SNIS/SINISA

27.3%

2024

55
7920.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

85.7%

2022

68
14.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

10.6%

2022

60
57.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

476.776 tCO₂e

2024

21
11.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.573 tCO₂e

2024

94
5.9% no período

Emissões de energia

SEEG

13.656 tCO₂e

2024

57
495.2% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.