Barra dos CoqueirosSE
44.384 habitantes · IBGE 2800605
Resumo socioambiental
Barra dos Coqueiros apresenta saneamento acima da média nacional, mas com sinais recentes de deterioração no abastecimento de água. A cobertura de água caiu para 85,5% em 2022, recuo de 12,7% frente ao histórico e abaixo do patamar de quase 99% mantido entre 2018 e 2021, embora ainda supere a mediana nacional (76,5%) e fique no percentil 64. Em contrapartida, a perda de água, que é indicador de pior desempenho quanto maior, mostrou melhora expressiva: caiu para 39,2% em 2022 (-37,3% no período), abaixo da média estadual (52,8%), embora ainda acima da mediana nacional (29,9%). Essa combinação sugere que o município reduziu perdas na distribuição, mas pode ter enfrentado problemas pontuais de regularidade no fornecimento em 2022.
O esgotamento sanitário é o destaque positivo do município. A coleta de esgoto atingiu 92,8% em 2021, superando a mediana nacional (87,8%) e muito acima da média sergipana (48,3%), no percentil 56. O tratamento também avançou para 74,8% em 2022 (+18,3% na série), quase o dobro da mediana nacional (37,7%) e do estado (46,3%), posicionando o município no percentil 73. Essa boa cobertura de coleta e tratamento se reflete no baixo percentual de destino inadequado de resíduos domiciliares, de apenas 1,1% em 2022, um dos menores índices do país (percentil 7), embora a coleta domiciliar de resíduos tenha recuado de 95,5% (2010) para 89,9% (2022), ainda superior à mediana nacional (76,9%).
O ponto mais crítico do dossiê é a trajetória de emissões de GEE, fortemente influenciada pelo setor de energia. As emissões totais saltaram de patamares na casa de 50 mil tCO₂e até 2020 para picos de 4,3 milhões de tCO₂e em 2021 e 599 mil em 2022, estabilizando-se em 192.641 tCO₂e em 2024 — ainda 670,5% acima de 2010. Esse comportamento é explicado pelas emissões de energia, que dispararam de 27.577 tCO₂e (2020) para 167.118 tCO₂e (2024), variação de +1660,5%, coerente com a presença de expressiva potência térmica fóssil instalada (1.593 MW, percentil 97 nacional), muito superior à geração eólica local, estagnada em 35 MW desde 2012 (percentil 20). As emissões de resíduos também cresceram de forma consistente, atingindo 23.232 tCO₂e em 2024 (+103,2%), acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 85), o que indica pressão crescente da geração de resíduos sólidos mesmo com bom desempenho no saneamento líquido.
Em síntese, o município combina infraestrutura de esgotamento sanitário robusta e acima da média nacional com uma matriz energética fortemente dependente de fontes fósseis, que é o principal vetor de pressão ambiental local. Para gestores, os desafios prioritários são recuperar a regularidade da cobertura de água, diversificar a matriz elétrica reduzindo a dependência térmica e conter o crescimento das emissões associadas a resíduos, aproveitando a base já consolidada de coleta e tratam
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
99.9%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
81.8%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
67.0%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
45.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
89.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
1.1%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
1.628 MW
Potência eólica
ANEEL (SIGA)
35 MW
2024
Potência térmica (fóssil)
ANEEL (SIGA)
1.593 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
2.1%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
192.641 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
23.232 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
167.118 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
