Barra MansaRJ
181.688 habitantes · IBGE 3300407
Resumo socioambiental
Barra Mansa apresenta um quadro socioambiental de contrastes marcantes entre a infraestrutura de água e o saneamento de esgoto. A cobertura de água é praticamente universal, com 97,4% dos domicílios atendidos em 2022, bem acima da mediana nacional (76,5%) e da média do Rio de Janeiro (89,1%), colocando o município no percentil 82. Entretanto, esse resultado positivo é comprometido por uma perda de água elevada e crescente: 59,5% em 2022, variação de +35,5% desde 2008, superando tanto a mediana nacional (29,9%) quanto a UF (48,6%) — o município está no percentil 92 dos piores índices do país, indicando ineficiência operacional significativa na rede de distribuição.
O saneamento de esgoto é o ponto mais crítico do dossiê. Embora a coleta esteja em 86,0% (2021), próxima da mediana nacional (87,8%), o tratamento efetivo despencou para apenas 2,6% em 2022, com queda de 21,5% em um único ano e muito abaixo da mediana nacional (37,7%) e da UF (56,6%) — percentil 28. Essa lacuna entre coleta e tratamento, sustentada por uma única ETE no município (2020), ajuda a explicar por que as emissões de resíduos em GEE são desproporcionalmente altas: 147.663 tCO₂e em 2024, com percentil 98 nacional, revelando que o esgoto não tratado e a gestão de resíduos sólidos pesam consideravelmente na matriz de emissões locais, que somam 620.018 tCO₂e (percentil 84).
Por outro lado, a gestão de resíduos sólidos domiciliares mostra avanços: o destino inadequado caiu para 0,5% dos domicílios em 2022 (variação de -55,7% desde 2010), situando o município no percentil 4 (entre os melhores do país), e a coleta domiciliar atinge 90,5%, acima da mediana nacional. O investimento público recente, de R$ 46,4 milhões em 2026 (percentil 92), pode ser direcionado estrategicamente para reverter a estagnação do tratamento de esgoto e as perdas de água, áreas onde o município está claramente aquém do potencial demonstrado em outros indicadores.
Do ponto de vista climático, as emissões de energia caíram 15,3% desde 2010 mas voltaram a subir nos últimos três anos (2022-2024), acompanhando o aumento nas emissões de resíduos — um sinal de alerta que reforça a urgência de investimento em tratamento de esgoto e eficiência hídrica como medidas conjuntas de mitigação ambiental e redução de perdas econômicas.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
97.4%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
80.1%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
2.2%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
46.7%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
90.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.5%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
3
2025
Clima
Emissões de GEE
SEEG
620.018 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
147.663 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
380.436 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Investimento
Investimento público
PNCP
R$ 46.4 mi
2026
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
