BarracãoRS

4.920 habitantes · IBGE 4301800

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Resumo socioambiental

Barracão/RS apresenta em 2024 cobertura de água de 60,4%, valor abaixo da mediana nacional (73,2%) e distante do patamar do Rio Grande do Sul (86,2%), posicionando o município no percentil 32 do país. A série histórica mostra estagnação prolongada entre 2016 e 2021 (56,7%), com recuperação recente, mas ainda aquém do necessário para alcançar o padrão estadual. A perda de água na distribuição, de 29,9% em 2024, está próxima da mediana nacional (29,1%) e é o maior valor da série desde 2015, revertendo a trajetória de queda observada até 2023 (18,1%), o que sinaliza deterioração pontual na gestão da rede que merece atenção.

No saneamento básico, o quadro é mais preocupante: a cobertura de coleta de esgoto atinge 70,0% em 2022 (percentil 39), abaixo da mediana nacional (76,9%) e do UF (82,7%), enquanto o destino inadequado de dejetos afeta 26,5% dos domicílios, quase o dobro da mediana brasileira (14,9%) e muito acima do patamar gaúcho (4,5%), colocando o município no percentil 69 — entre os piores do país nesse quesito. Essa lacuna em saneamento ajuda a explicar o crescimento de 58,6% nas emissões de resíduos entre 2010 e 2024, atingindo 2.357 tCO₂e em 2024, embora esse valor ainda seja bem inferior à mediana nacional (6.191 tCO₂e).

Em relação às emissões totais de GEE, o município soma 185.910 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 58), com queda de 17,5% desde 2010, mas com alta expressiva nos últimos dois anos após o mínimo de 114.166 tCO₂e em 2022. As emissões de energia cresceram 22,1% no período, chegando a 9.258 tCO₂e em 2024, ainda abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). A potência hidráulica instalada, de 41 MW, é significativamente superior à mediana nacional (10 MW), posicionando o município no percentil 76 e reforçando o perfil energético renovável, o que contrasta com o desempenho ainda insuficiente em saneamento.

Eventos hidrológicos registrados em 2016 (2 cheias e 4 secas) situam o município acima da mediana nacional (zero registros), com percentis elevados (87 e 72, respectivamente), indicando exposição a variabilidade climática que reforça a necessidade de investimentos em infraestrutura hídrica e de saneamento, área que concentra os principais desafios socioambientais do município.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

60.4%

2024

32
8.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

29.9%

2024

48
42.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

70.0%

2022

39
9.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

26.5%

2022

31
26.2% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

41 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

41 MW

2024

76
19.8% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

185.910 tCO₂e

2024

42
17.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.357 tCO₂e

2024

83
58.6% no período

Emissões de energia

SEEG

9.258 tCO₂e

2024

66
22.1% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.