BarrasPI
49.533 habitantes · IBGE 2201200
Resumo socioambiental
Barras/PI apresenta quadro de saneamento básico crítico e significativamente abaixo dos parâmetros nacionais e estaduais. A cobertura de água atingiu 40,2% em 2023, bem inferior à mediana nacional de 73,2% e ao patamar do Piauí, de 92,3%. Mais preocupante é a perda de água na distribuição, que saltou para 55,2% em 2023 — alta de 72% desde 2010 —, superando tanto a mediana nacional (29,1%) quanto a média estadual (23,6%). Essa combinação indica ineficiência operacional grave: o município perde mais água do que consegue efetivamente distribuir à população, o que compromete investimentos e agrava a baixa cobertura.
O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do dossiê. Apenas 48,4% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da média do Piauí (70,4%), colocando Barras no percentil 14 nacional. Como consequência direta, o destino inadequado de dejetos atinge 51,1% dos domicílios, valor que é mais de três vezes a mediana nacional (14,9%) e quase o dobro da média estadual (26,3%), posicionando o município no percentil 93 — entre os piores do país. O município conta com apenas 1 ETE (2020), estável desde então, insuficiente para reverter esse cenário mesmo estando alinhado à mediana nacional de unidades.
No eixo climático, as emissões totais de GEE dispararam para 1.253.421 tCO₂e em 2024, alta de 82,2% desde 2010, com aceleração expressiva a partir de 2019 — colocando o município no percentil 92 nacional, muito acima da mediana (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos, coerentes com a precariedade do esgotamento e da coleta observada, cresceram 41% no período e já superam em quase quatro vezes a mediana nacional (23.123 vs. 6.191 tCO₂e), refletindo o custo ambiental da baixa cobertura sanitária. As emissões de energia também avançaram (+48,8%), reforçando uma trajetória de aumento sustentado em todos os setores monitorados.
Os registros de eventos hidrológicos extremos em 2016 — 2 cheias e 6 secas — situam Barras nos percentis 87 e 79 nacionais, respectivamente, indicando vulnerabilidade climática relevante que se soma à fragilidade da infraestrutura de água e esgoto. O conjunto dos indicadores aponta para a urgência de investimentos em redução de perdas hídricas, ampliação da rede de esgotamento e tratamento, dado que a precariedade sanitária atual está diretamente associada ao crescimento das emissões de resíduos e à baixa resiliência do município frente a eventos climáticos extremos.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
40.2%
2023
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
55.2%
2023
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
48.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
51.1%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.253.421 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
23.123 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
37.452 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
6
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
