BarreirosPE

42.056 habitantes · IBGE 2601409

IA

Resumo socioambiental

Barreiros/PE apresenta um quadro sanitário preocupante em 2024, com retrocessos em indicadores-chave de saneamento. A cobertura de água atingiu 75,2% em 2024, recuando de um pico de 99,3% em 2022 e ficando abaixo dos 79,3% registrados em 2023 — ainda que próxima da mediana nacional (73,2%) e acima da UF (71,4%), no percentil 53. Mais grave é a perda de água, que subiu para 49,3% em 2024 (pior é maior), revertendo a melhora observada entre 2021 e 2023 (quando chegou a 38,6%) e situando o município no percentil 83 nacional, bem acima da mediana do país (29,1%) e da UF (39,3%). Essa combinação sugere fragilidade operacional recente no sistema de abastecimento, com desperdício crescente coexistindo com queda de cobertura.

O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do dossiê. A coleta de esgoto caiu para 23,4% em 2024, patamar inferior à década anterior (quando superava 35-38% entre 2014 e 2021) e muito distante da mediana nacional (59,9%) e da própria UF (37,6%), posicionando Barreiros no percentil 17. O tratamento de esgoto despencou para 13,9% em 2024, uma queda de 44,2% em relação à série histórica e quase a metade do valor de 2023 (29,4%), com o município apenas com 1 ETE registrada (2020). Essa deterioração no tratamento é coerente com o aumento de 18,1% nas emissões de resíduos desde 2010, que somaram 21.597 tCO₂e em 2024 — patamar muito superior à mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 84, indicando que a gestão de resíduos e efluentes segue como vetor relevante de impacto ambiental local.

No âmbito domiciliar, o Censo 2022 mostra avanço na destinação adequada de resíduos, com o indicador de destino inadequado caindo para 11,5%, abaixo da mediana nacional (14,9%), embora a coleta domiciliar (75,2%) ainda esteja ligeiramente abaixo da mediana do país (76,9%). As emissões totais de GEE somaram 115.373 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), mas as emissões de energia cresceram 26,3% na década, atingindo 54.467 tCO₂e, no percentil 71 — sinalizando pressão crescente desse setor. Os registros de cheia (3 eventos em 2016) colocam o município no percentil 93, indicando vulnerabilidade hidrológica que se soma aos desafios de infraestrutura sanitária.

Em síntese, Barreiros exibe um cenário de estagnação e retrocesso no saneamento básico — especialmente em tratamento de esgoto e perdas de água — que contrasta com ganhos pontuais na destinação de resíduos domiciliares. A lacuna entre coleta e tratamento de esgoto, associada ao crescimento das emissões de resíduos, aponta para a necessidade urgente de investimento em infraestrutura de tratamento e redução de perdas na rede de distribuição de água.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

75.2%

2024

53
16.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

23.4%

2024

17
5.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

13.9%

2024

36
44.2% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

49.3%

2024

17
26.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

75.2%

2022

47
2.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

11.5%

2022

57
56.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

115.373 tCO₂e

2024

55
4.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

21.597 tCO₂e

2024

16
18.1% no período

Emissões de energia

SEEG

54.467 tCO₂e

2024

29
26.3% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.