BarretosSP
126.600 habitantes · IBGE 3505500
Resumo socioambiental
Barretos apresenta infraestrutura de saneamento consolidada e acima dos padrões nacionais, mas convive com perdas hídricas elevadas e trajetória crescente de emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 95,4% em 2022, recuando 1,2% frente ao ano anterior mas ainda superior à mediana nacional (76,5%) e muito próxima à média estadual (95,2%), posicionando o município no percentil 78. A coleta de esgoto é universal, com 100,0% em 2021 (percentil 100 nacional), e o tratamento atingiu 80,0% em 2022 — bem acima da mediana do país (37,7%) e da média paulista (69,6%), embora tenha recuado frente ao pico de 100% observado entre 2011 e 2018. O município conta com 6 ETEs (2020), muito acima da mediana nacional de 1 unidade.
O ponto de atenção mais evidente é a perda de água na distribuição, que saltou de patamares próximos a 16-20% (2009-2010, 2019-2020) para 28,3% em 2022, alta de 23,1% em relação ao ano anterior. Esse indicador, embora ainda ligeiramente melhor que a mediana nacional (29,9%) e a média estadual (32,1%), revela ineficiência operacional que contrasta com o bom desempenho em cobertura e tratamento, sugerindo necessidade de investimento em manutenção de redes. Do lado dos resíduos sólidos domiciliares, a situação é positiva: 97,5% dos domicílios têm coleta (2022) e apenas 1,6% têm destinação inadequada, queda de 48,7% desde 2010, valor próximo à média estadual (1,0%) e muito inferior à mediana nacional (14,9%).
As emissões de GEE do município somaram 1.034.117 tCO₂e em 2024, avanço de 27,1% desde 2010, colocando Barretos no percentil 90 nacional — um patamar elevado mesmo descontando o porte populacional. O crescimento é puxado principalmente pelo setor de energia, que saltou 61,8% no período (de 298.809 para 483.343 tCO₂e), enquanto as emissões de resíduos cresceram 17,5% (86.416 para 101.544 tCO₂e), coerente com a expansão da coleta e do tratamento de esgoto, mas ainda representando pressão ambiental relevante (percentil 97 nacional). A geração térmica fóssil manteve-se estável em 576 kW desde 2010, indicando que o aumento das emissões energéticas decorre de outras fontes ou atividades, não da geração elétrica local.
Em recursos hídricos, o município registrou apenas 1 ocorrência de cheia (2016) e nenhuma seca observada no mesmo ano, com índice de segurança hídrica projetado de 4.000 para 2035, equivalente à mediana nacional e superior à média estadual (3.881). Combinando os dados, Barretos exibe um padrão de saneamento avançado que garante mitigação dos riscos sanitários associados a esgoto e resíduos, mas enfrenta dois desafios estruturais que merecem prioridade dos gestores: a redução das perdas de água na distribuição e a contenção do crescimento das emissões de GEE, especialmente as ligadas ao setor energético.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
95.4%
2022
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2021
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
80.0%
2022
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
6
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
28.3%
2022
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
97.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
1.6%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
576 kW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.034.117 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
101.544 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
483.343 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
