Barros CassalRS

9.442 habitantes · IBGE 4302006

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Resumo socioambiental

Barros Cassal apresenta um quadro de saneamento básico significativamente aquém dos padrões nacionais e estaduais. A cobertura de água atingiu 38,1% em 2022, muito abaixo da mediana brasileira (76,5%) e do Rio Grande do Sul (88,1%), posicionando o município no percentil 10 nacional — ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Apesar do salto de +34,2% em relação à série histórica (que ficou estagnada em torno de 31,7% entre 2016 e 2021), o município ainda cobre uma parcela pequena da população. A perda de água, por sua vez, caiu para 34,5% em 2022 (percentil 61, pior que a mediana de 29,9%, mas próxima da UF de 36,5%), após picos preocupantes de 52,4% em 2020 — sinal de que, mesmo com avanços recentes, a gestão da rede ainda perde mais de um terço do volume distribuído.

No manejo de resíduos sólidos, o percentual de domicílios com coleta chegou a 68,4% em 2022 (percentil 37, abaixo da mediana de 76,9% e da UF de 82,7%), enquanto o destino inadequado de resíduos ainda atinge 29,1% dos domicílios — quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e muito superior à média gaúcha (4,5%), colocando o município no percentil 73 (pior). Essa fragilidade na destinação de resíduos se reflete nas emissões do setor, que cresceram +27,2% desde 2010, atingindo 4.063 tCO₂e em 2024, embora ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

O balanço de emissões de GEE do município é o ponto mais crítico: 427.594 tCO₂e em 2024, com alta de +26,2% desde 2010 e oscilações fortes ano a ano (de 134.670 tCO₂e em 2023 para o pico atual), posicionando Barros Cassal no percentil 77 nacional — acima da mediana (138.513 tCO₂e), embora distante da escala estadual. Em contraste, as emissões de energia recuaram -7,0% no período, chegando a 8.416 tCO₂e, abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), indicando que o crescimento das emissões totais é impulsionado por outros setores, não energético.

Os registros de eventos climáticos extremos (2016) reforçam a vulnerabilidade territorial: 3 registros de cheia (percentil 93) e 4 de seca (percentil 72), ambos muito acima da mediana nacional (0), sugerindo exposição elevada a extremos hidrológicos que pode agravar-se diante da baixa cobertura de saneamento e do manejo inadequado de resíduos. O quadro geral aponta para a necessidade prioritária de investimentos em infraestrutura de água e esgoto, dado que as fragilidades sanitárias tendem a ampliar riscos ambientais e de saúde pública, especialmente em cenários de eventos climáticos extremos já registrados no município.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

37.5%

2024

10
28.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

44.3%

2024

23
31.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

68.4%

2022

37
64.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

29.1%

2022

27
50.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

427.594 tCO₂e

2024

23
26.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.063 tCO₂e

2024

65
27.2% no período

Emissões de energia

SEEG

8.416 tCO₂e

2024

68
7.0% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.