BarueriSP
330.339 habitantes · IBGE 3505708
Resumo socioambiental
Barueri apresenta saneamento básico consolidado em água e coleta de esgoto, mas com gargalo relevante no tratamento efetivo dos efluentes. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, muito acima da mediana nacional (76,5%) e da própria média estadual (95,2%), colocando o município no percentil 100 do país. A coleta de esgoto também chegou a 100,0% em 2021, superando a mediana nacional (87,8%) e a média de SP (94,6%). Entretanto, o tratamento de esgoto está em 40,4% (2022), patamar próximo da mediana nacional (37,7%) mas bem inferior à média paulista (69,6%), evidenciando que grande parte do esgoto coletado ainda não recebe tratamento adequado — um descompasso típico de municípios com infraestrutura de coleta avançada, mas capacidade de tratamento defasada, agravado pela existência de apenas 1 ETE no território.
A perda de água na distribuição, embora tenha caído significativamente (de 58,0% em 2008 para 32,7% em 2022, variação de -43,6%), ainda supera a mediana nacional (29,9%) e fica próxima da média estadual (32,1%), indicando espaço para ganhos de eficiência operacional. Chama atenção a queda abrupta nos domicílios com coleta de resíduos, de 99,9% (2010) para 51,9% (2022), colocando Barueri no percentil 16 nacional — um retrocesso que contrasta com a manutenção de destinação inadequada em 0,0%, sugerindo possível mudança metodológica ou de cobertura censitária que merece investigação local, já que os dois indicadores deveriam ser coerentes entre si.
Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE somaram 884.757 tCO₂e em 2024, com leve queda de -1,3% frente a 2023, mas ainda 88 vezes acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), refletindo o perfil industrial e urbano denso do município (percentil 88). O setor de energia é o principal responsável, com 863.103 tCO₂e (2024, +14,5% em relação a 2010), no percentil 98 nacional, enquanto as emissões de resíduos caíram expressivamente, de 136.217 tCO₂e (2010) para 25.369 tCO₂e (2024, -81,4%), movimento coerente com a melhoria da cobertura de coleta e tratamento de esgoto ao longo da década, ainda que o tratamento não tenha atingido plenitude.
Em energia renovável, a matriz municipal é modesta: a potência solar está estagnada em 1 kW desde 2010 (percentil 1 nacional), enquanto a biomassa cresceu para 14 MW (2024, +132,9% desde 2010), superando a mediana nacional (5 MW) mas muito aquém do potencial estadual (8.160 MW). Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016. Em síntese, Barueri combina infraestrutura sanitária avançada em cobertura com desafios estruturais em tratamento de esgoto, perdas de água e diversificação da matriz energética limpa, exigindo investimentos direcionados para consolidar os ganhos ambientais já obtidos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
100.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
98.3%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
44.4%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
34.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
51.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.0%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
14 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
1 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
1 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
884.757 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
25.369 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
863.103 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
