BatayporãMS

10.953 habitantes · IBGE 5002001

IA

Resumo socioambiental

Batayporã/MS apresenta um quadro de saneamento em recuperação, mas ainda com fragilidades ambientais relevantes. A cobertura de água atingiu 79,1% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e no percentil 54, embora abaixo da média estadual (86,0%) e ainda distante do patamar histórico de 93,5% registrado em 2008. A coleta de esgoto evoluiu de forma expressiva, saltando de apenas 10,1% em 2018 para 83,7% em 2021 (+725,9%), superando o Mato Grosso do Sul (70,5%), embora ainde fique abaixo da mediana nacional (87,8%). O avanço mais notável é o tratamento de esgoto, que cresceu de 5,7% para 58,3% entre 2018 e 2022, colocando o município no percentil 62 nacional, acima da mediana do país (37,7%) e próximo da média estadual (52,2%) — evidência de investimentos recentes em infraestrutura de saneamento.

Apesar desses avanços, a perda de água na distribuição ainda é significativa, em 26,5% (2022), levemente abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (31,2%), mas com oscilações ao longo da série que indicam ineficiência operacional persistente na rede. No âmbito domiciliar, o destino inadequado de resíduos caiu de 24,8% (2010) para 17,6% (2022), uma melhora de -28,8%, mas o indicador permanece acima da mediana nacional (14,9%) e bem superior à média estadual (9,8%), sinalizando que parte da população ainda não é atendida por coleta regular — o que se relaciona ao aumento constante das emissões de resíduos, que passaram de 6.490 para 8.424 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+29,8%), superando a mediana nacional (6.191 tCO₂e).

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE caíram para 527.572 tCO₂e em 2024, recuo de -17,4% em relação a 2010, mas o município permanece no percentil 81 nacional, refletindo forte contribuição do setor rural típico da região. Chama atenção o crescimento acelerado das emissões de energia, que mais que dobraram desde 2010 e saltaram para 110.987 tCO₂e em 2024 (+74,1%), posicionando Batayporã no percentil 83 nacional — um sinal de alerta para a matriz energética local. Por fim, os registros de cheia e seca (ambos 3 ocorrências em 2016) colocam o município em situação atípica frente ao Brasil, já que a mediana nacional é zero, sugerindo vulnerabilidade hidrológica que merece monitoramento contínuo, especialmente diante da instabilidade histórica da cobertura de água.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

78.5%

2024

58
4.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

58.7%

2024

49
479.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

59.3%

2024

68
939.2% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

24.0%

2024

64
9.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

81.1%

2022

58
7.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

17.6%

2022

45
28.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

527.572 tCO₂e

2024

19
17.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

8.424 tCO₂e

2024

39
29.8% no período

Emissões de energia

SEEG

110.987 tCO₂e

2024

17
74.1% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

3

2016

32
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.