BaturitéCE

36.978 habitantes · IBGE 2302107

IA

Resumo socioambiental

Baturité apresenta quadro de saneamento básico crítico e em deterioração. A cobertura de água atingiu 59,4% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média cearense (69,9%), posicionando o município no percentil 29 do país. A coleta de esgoto é praticamente inexistente, com apenas 2,3% dos domicílios atendidos em 2021 — percentil 2 nacional —, e vem em trajetória de queda constante desde 2011 (-29,6% no período). O tratamento de esgoto acompanha essa fragilidade, com 1,7% em 2022, também muito aquém da mediana nacional (37,7%). Chama atenção o fato de o município possuir 3 ETEs (percentil 93 nacional), número relativamente alto para o padrão do país, o que sugere subutilização ou operação ineficiente da infraestrutura instalada frente aos baixos índices de coleta e tratamento.

A perda de água na distribuição é outro ponto crítico: 49,0% em 2022, com alta de 53,7% desde 2008, superando tanto a mediana nacional (29,9%) quanto a média estadual (38,5%) — percentil 84, entre os piores do país. Esse desperdício, combinado à baixa cobertura de água, indica ineficiência operacional relevante no sistema de abastecimento. No âmbito domiciliar, a coleta de resíduos caiu de 73,4% (2010) para 65,1% (2022), enquanto o destino inadequado de resíduos, embora tenha recuado de 26,6% para 15,9% no mesmo período, ainda supera a mediana nacional (14,9%), evidenciando que a melhora não foi suficiente para alcançar o padrão do país.

No aspecto climático, as emissões totais de GEE cresceram 90,3% entre 2010 e 2024, atingindo 167.095 tCO₂e, acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 55. As emissões de resíduos, com 20.403 tCO₂e em 2024 (+48,0% desde 2010), estão no percentil 83 nacional — muito acima da mediana (6.191 tCO₂e) —, o que se conecta diretamente à precariedade do saneamento: a ausência de tratamento de esgoto e a baixa cobertura de coleta tendem a intensificar a decomposição anaeróbia de resíduos e efluentes, elevando as emissões do setor. As emissões de energia também cresceram (+15,5%), situando o município no percentil 57 nacional.

Os registros hidrológicos de 2016 mostram exposição a eventos extremos, com 1 registro de cheia e 11 de seca, ambos no percentil 76 e 88 nacionais, respectivamente — reforçando a vulnerabilidade climática do município. Em conjunto, os indicadores apontam para a necessidade urgente de investimentos em infraestrutura de saneamento (especialmente redução de perdas e ampliação do tratamento de esgoto), o que traria benefícios duplos: melhoria da saúde pública e da segurança hídrica, além de mitigação das emissões de GEE associadas ao setor de resíduos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

62.0%

2024

35
7.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

1.8%

2024

2
42.6% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

1.6%

2024

26
56.9% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

3

2020

93
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

40.6%

2024

27
23.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

65.1%

2022

32
11.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

15.9%

2022

48
40.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

167.095 tCO₂e

2024

45
90.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

20.403 tCO₂e

2024

17
48.0% no período

Emissões de energia

SEEG

26.849 tCO₂e

2024

43
15.5% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

11

2016

12
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.