BayeuxPB

84.404 habitantes · IBGE 2501807

IA

Resumo socioambiental

Bayeux apresenta quadro saneamento-emissões desafiador, com destaque crítico para o esgotamento sanitário. A coleta de esgoto atingiu apenas 7,9% em 2021, muito abaixo da mediana nacional (87,8%) e mesmo da UF (64,8%), posicionando o município no percentil 5 do país — entre os piores do Brasil nesse quesito. O tratamento de esgoto, embora tenha subido para 10,7% em 2022, também fica distante da mediana nacional (37,7%) e da PB (42,7%). Em contraste, a cobertura de água (77,5% em 2022) está alinhada à mediana nacional (76,5%) e à UF (77,2%), mas a perda de água na distribuição, de 35,6%, supera a mediana do país (29,9%), embora esteja próxima da média estadual (37,3%) — indicando ineficiência operacional relevante apesar da melhora acentuada frente a 2008 (70,7%).

Os indicadores de destinação de resíduos domiciliares são pontos positivos: 93,0% dos domicílios têm coleta (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e da PB (79,6%), e o destino inadequado é de apenas 3,2%, bem inferior à mediana do país (14,9%) e da UF (15,4%). Esse contraste entre boa cobertura de coleta e baixíssimo tratamento de esgoto sugere que o esforço municipal se concentrou na logística de resíduos sólidos, enquanto o saneamento básico (esgoto) permanece defasado, com risco sanitário e ambiental elevado, sobretudo pela proximidade de corpos hídricos urbanos.

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 291.809 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 69. As emissões de resíduos cresceram 45,2% desde 2010, chegando a 38.607 tCO₂e — percentil 91 nacionalmente, muito acima da mediana do país (6.191 tCO₂e) — o que reforça a hipótese de que a gestão de resíduos, apesar de eficiente em cobertura, ainda gera impacto climático desproporcional, possivelmente por deficiências na destinação final (aterro/tratamento). As emissões de energia, embora tenham caído -1,5% no último ano, ainda representam o maior componente das emissões totais (252.552 tCO₂e), também no percentil 91 nacional.

Bayeux não dispõe de capacidade relevante em energia renovável local: a potência de biomassa manteve-se estática em 616 kW desde 2010, no percentil 16, sinalizando ausência de investimento em diversificação energética. Dados de eventos hidrológicos extremos (1 registro de cheia em 2016) são limitados para uma análise robusta de tendência. No conjunto, o município precisa priorizar investimentos em coleta e tratamento de esgoto — hoje seu maior gap frente ao Brasil — e revisar a gestão de resíduos sólidos para conter o crescimento das emissões associadas, sob pena de comprometer os ganhos já obtidos em cobertura domiciliar.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

65.1%

2024

39
10.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

7.5%

2024

7
2.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

12.2%

2024

35
35.1% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

71.2%

2024

5
20.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

93.0%

2022

85
2.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

3.2%

2022

83
30.5% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

616 kW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

291.809 tCO₂e

2024

31
3.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

38.607 tCO₂e

2024

9
45.2% no período

Emissões de energia

SEEG

252.552 tCO₂e

2024

9
1.5% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.