BebedouroSP
78.210 habitantes · IBGE 3506102
Resumo socioambiental
Bebedouro/SP apresenta saneamento básico consolidado, embora com sinais de retração recente. A cobertura de água atingiu 96,5% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) e próxima da média estadual (96,6%), posicionando o município no percentil 88. A coleta de esgoto segue padrão semelhante, com 96,5% em 2024 (percentil 92 nacional), mas ambos os indicadores recuaram 3,5% frente aos 100% mantidos historicamente entre 2010 e 2022, com queda concentrada em 2023. O tratamento de esgoto, por sua vez, avançou significativamente, saltando de 39,9% (2023) para 46,1% (2024) — alta de 64,3% na década —, superando a mediana nacional (33,3%), ainda que distante do patamar estadual (66,6%). Essa evolução é limitada pela infraestrutura enxuta: o município opera apenas 1 ETE (2020), no limiar da mediana nacional, o que reforça o risco de saturação caso a cobertura de coleta se expanda sem investimento proporcional em capacidade de tratamento.
A perda de água na distribuição, embora tenha caído substancialmente desde 2010 (de 52,7% para 33,4% em 2024, redução de 36,5%), ainda supera a mediana nacional (29,1%) e o valor estadual (28,2%), indicando margem de eficiência hídrica a explorar mesmo com a cobertura universalizada. Já a gestão de resíduos domiciliares é ponto forte: 97,3% dos domicílios têm coleta (2022, percentil 97) e o destino inadequado caiu para 1,6%, valor bem abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda superior ao índice estadual (1,0%).
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 571.076 tCO₂e em 2024, com queda de 8,3% frente a 2023, mas alta acumulada de 15,1% desde 2010 — patamar muito superior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando o município no percentil 82. O setor de energia é o principal vetor de crescimento (+21,4% na década, atingindo 323.915 tCO₂e), enquanto as emissões de resíduos permanecem praticamente estáveis (47.922 tCO₂e, +2,1%), mas seguem 7,7 vezes acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), percentil 93 — reflexo direto do gargalo de tratamento de esgoto e da gestão de resíduos sólidos ainda concentrada em poucas unidades de destinação (1 unidade, contra 132 no estado).
Na matriz energética renovável, a biomassa mantém-se estável em 9 MW desde 2010, acima da mediana nacional (5 MW), enquanto a energia solar está estagnada em 260 kW desde 2022, muito abaixo da mediana nacional (908 kW) e do patamar estadual — sinalizando oportunidade de expansão fotovoltaica ainda não aproveitada. Eventos hidrológicos são pontuais, com 1 registro de cheia em 2016 e nenhuma seca registrada, dados desatualizados que limitam avaliação de risco atual.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
96.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
96.5%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
46.1%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
33.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
97.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
1.6%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2021
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
9 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
260 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
260 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
571.076 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
47.922 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
323.915 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
