BeberibeCE

55.666 habitantes · IBGE 2302206

IA

Resumo socioambiental

Beberibe/CE apresenta quadro crítico de saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 29,0% em 2022 — menos da metade da mediana brasileira (76,5%) e do Ceará (69,9%), posicionando o município no percentil 6 do país. A coleta de esgoto é ainda mais restrita, com 17,0% em 2021 (percentil 10), e mesmo o tratamento de esgoto, que chega a 21,7% em 2022, recuou 55,8% desde o pico de 63,1% em 2010, ficando abaixo da mediana nacional (37,7%). Chama atenção a perda de água na distribuição, que saltou para 37,3% em 2022 — alta de 306,1% desde 2008 —, superando a mediana nacional (29,9%) e indicando ineficiência operacional que compromete a já baixa cobertura hídrica.

No manejo de resíduos sólidos, 62,5% dos domicílios têm coleta (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da média cearense (77,1%), enquanto o destino inadequado de resíduos, embora tenha caído de 40,4% para 24,7% desde 2010, ainda supera a mediana do país (14,9%). Essa deficiência estrutural se reflete nas emissões de resíduos, que cresceram 64,1% desde 2010 e atingiram 29.528 tCO₂e em 2024, posicionando o município no percentil 89 nacional — patamar expressivo para o porte populacional.

O perfil de emissões de GEE do município é preocupante: 487.019 tCO₂e em 2024, alta de 63,8% desde 2010, no percentil 80 nacional. O setor de energia é o principal vetor desse crescimento, com salto de 140,3% no período, atingindo 181.522 tCO₂e em 2024 (percentil 89), o que contrasta com a capacidade eólica instalada estagnada em 80 MW desde 2010, sem evolução que acompanhe a demanda ou compense as emissões energéticas crescentes.

Em síntese, Beberibe combina infraestrutura sanitária insuficiente — com retrocessos em tratamento de esgoto e aumento das perdas de água — a uma trajetória ascendente de emissões, especialmente em energia e resíduos. A ausência de investimentos que revertam a perda de água e ampliem a cobertura de esgoto tende a agravar tanto os indicadores sociais quanto os ambientais, exigindo priorização orçamentária para infraestrutura de saneamento como medida estruturante e de mitigação climática.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

16.6%

2024

3
24.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

9.4%

2024

8
39.3% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

30.9%

2024

49
50.9% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

3

2020

93
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

43.4%

2024

24
968.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

62.5%

2022

29
5.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

24.7%

2022

33
38.9% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

80 MW

Eólica

Potência eólica

ANEEL (SIGA)

80 MW

2024

36
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

487.019 tCO₂e

2024

20
63.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

29.528 tCO₂e

2024

12
64.1% no período

Emissões de energia

SEEG

181.522 tCO₂e

2024

11
140.3% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

18

2016

2
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.