Bela Vista de MinasMG
10.412 habitantes · IBGE 3106002
Resumo socioambiental
Bela Vista de Minas/MG apresenta quadro socioambiental misto, com bom desempenho em coleta de esgoto e resíduos sólidos, mas fragilidades relevantes em saneamento hídrico e uma alta recente nas emissões de gases de efeito estufa. A coleta de esgoto atingiu 99,9% em 2021, muito acima da mediana nacional (87,8%) e da média mineira (85,0%), colocando o município no percentil 74. Da mesma forma, a coleta domiciliar de resíduos alcançou 95,8% em 2022 (percentil 93 nacional), com destino inadequado de apenas 3,4%, bem abaixo da mediana do país (14,9%). Contudo, esse esgoto coletado não é tratado: o índice de tratamento é 0,0% desde 2015, contra mediana nacional de 37,7% e estadual de 44,5% em 2022 — um gargalo crítico que anula parte do ganho da coleta e mantém carga poluidora nos corpos hídricos.
O abastecimento de água é outro ponto de atenção. A cobertura caiu de 99,4% em 2008 para 77,0% em 2022, uma perda acumulada de -22,5%, ficando próxima da mediana nacional (76,5%) mas abaixo da média mineira (84,3%). Mais preocupante é a perda de água na distribuição, que voltou a subir para 47,3% em 2022 (percentil 82, ou seja, entre as piores do país), revertendo a melhora observada em 2020 (27,4%). Essa combinação de queda de cobertura com aumento de perdas sinaliza deficiência na gestão da infraestrutura hídrica, exigindo investimento técnico direcionado ao sistema de distribuição.
No eixo climático, as emissões totais de GEE saltaram de 89.257 tCO₂e em 2022 para 211.939 tCO₂e em 2024, alta de +327,5% frente a 2010, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando o município no percentil 62. As emissões de energia (39.490 tCO₂e, percentil 65) e de resíduos (5.470 tCO₂e, percentil 48) cresceram de forma mais moderada, indicando que o salto de 2024 está concentrado em outro setor não detalhado no dossiê, mas que merece investigação específica. Quanto à gestão de resíduos, o município conta com apenas 1 unidade de destinação (2022), igual à mediana nacional, mas muito distante das 135 unidades da média mineira — um indicador de baixa capacidade instalada própria.
O investimento público registrado em 2026 foi de R$ 180.777, com variação nula e posicionamento no percentil 17 nacional, muito abaixo da mediana do país (R$ 3,1 milhões) e da média mineira (R$ 67,7 milhões). Esse baixo aporte é incompatível com os desafios identificados — sobretudo o tratamento de esgoto zerado e o aumento das perdas de água — e ajuda a explicar a estagnação ou retrocesso desses indicadores ao longo da série histórica. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 (3,000) também fica abaixo da mediana nacional (4,000) e da estadual (3,694), reforçando a necessidade de priorizar investimentos em infraestrutura de água e esgoto para reverter as tendências negativas identificadas.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
70.3%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
75.9%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
43.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
95.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
3.4%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
211.939 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
5.470 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
39.490 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Investimento
Investimento público
PNCP
R$ 181 mil
2026
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
