Bela Vista do ParaísoPR

14.998 habitantes · IBGE 4102802

IA

Resumo socioambiental

Bela Vista do Paraíso apresenta situação bastante heterogênea no saneamento básico. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, muito acima da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (96,1%), posicionando o município no percentil 93 do país. Em contraste, a coleta de esgoto está em 51,6% (2021), abaixo da mediana nacional (87,8%) e da UF (89,9%), colocando o município apenas no percentil 27 — um gargalo relevante mesmo com evolução positiva de +33,0% desde 2007. O tratamento de esgoto, por sua vez, alcançou 43,9% em 2022, superando a mediana nacional (37,7%), mas ainda distante do patamar paranaense (78,7%), com apenas 1 ETE em operação no município, igual à mediana nacional porém muito aquém das 279 unidades médias do estado.

A perda de água na distribuição chegou a 30,3% em 2022, ligeiramente acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (29,6%), e voltou a subir após ter alcançado mínimas de cerca de 20% entre 2015 e 2016 — um ponto de atenção operacional, já que a alta cobertura de água pode mascarar ineficiências na rede. Do lado dos domicílios, o indicador de coleta de resíduos é positivo, com 96,0% de cobertura (2022) e apenas 2,6% de destinação inadequada, bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e da UF (5,6%), refletindo avanço consistente desde 2010.

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 138.124 tCO₂e em 2024, próximas da mediana nacional (138.513 tCO₂e), mas com crescimento acentuado de +56,4% desde 2010. Esse aumento é puxado principalmente pelo setor de energia, que saltou +148,2% no período, atingindo 69.420 tCO₂e e superando em muito a mediana nacional (18.929 tCO₂e), situando o município no percentil 76. As emissões de resíduos também cresceram (+79,7%, para 6.090 tCO₂e em 2024), acompanhando o aumento populacional e da coleta domiciliar, e ficando levemente acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e) — um reflexo esperado da maior cobertura de coleta, mas que reforça a necessidade de tratamento adequado dos resíduos para conter emissões futuras.

Em recursos hídricos, não há registros de cheias ou secas reportados em 2016, e o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 4,000, igual à mediana nacional, porém abaixo da média estadual (4,175), no percentil 88. Em síntese, o município apresenta infraestrutura de água e gestão de resíduos domiciliares acima da média nacional, mas enfrenta déficit estrutural em coleta de esgoto e crescimento expressivo das emissões de energia, sinalizando a necessidade de investimentos prioritários em ampliação da rede coletora de esgoto e em eficiência energética para reverter a trajetória de emissões.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

96.9%

2024

89
3.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

52.9%

2024

44
15.7% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

43.3%

2024

57
12.5% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

30.5%

2024

46
14.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

96.0%

2022

94
0.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

2.6%

2022

85
43.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

138.124 tCO₂e

2024

50
56.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.090 tCO₂e

2024

51
79.7% no período

Emissões de energia

SEEG

69.420 tCO₂e

2024

24
148.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.