BelémAL

4.820 habitantes · IBGE 2700805

IA

Resumo socioambiental

Belém/AL apresenta um quadro de saneamento básico abaixo da referência nacional, com sinais de deterioração na infraestrutura hídrica. A cobertura de água atingiu 67,8% em 2022, inferior à mediana nacional (76,5%) e à média estadual (76,9%), posicionando o município no percentil 39. Mais preocupante é a perda de água, que chegou a 46,2% no mesmo ano — quase 16 pontos percentuais acima da mediana do Brasil (29,9%) e também superior à média de Alagoas (43,9%), colocando o município no percentil 80, ou seja, entre os piores do país nesse indicador. Isso sugere perdas físicas ou de gestão na rede de distribuição que comprometem a eficiência do sistema, mesmo com cobertura já limitada.

No saneamento de esgoto e resíduos, o município evoluiu, mas ainda enfrenta desafios. A coleta domiciliar de lixo cresceu de 58,9% (2010) para 70,6% (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e estadual (79,1%). Em paralelo, o destino inadequado de dejetos caiu de 41,1% para 28,9% no mesmo período — uma melhora expressiva de quase 30% — mas o indicador permanece quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e mais que o dobro da média estadual (13,0%), no percentil 72. Essa lacuna em saneamento básico ajuda a explicar por que as emissões de resíduos aumentaram 20,7% entre 2010 e 2024 (de 1.432 para 1.728 tCO₂e), na contramão da tendência de queda observada nas emissões totais do município.

Em termos de emissões totais de GEE, Belém apresenta desempenho relativamente favorável frente ao cenário nacional: 31.578 tCO₂e em 2024, bem abaixo da mediana brasileira (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 12. Houve queda de 14,8% em relação a 2010, embora a série mostre oscilação relevante, com pico em 2020 (44.138 tCO₂e) e recuo nos últimos dois anos. Chama atenção o crescimento acentuado das emissões de energia, que saltaram 60,3% no período (de 2.560 para 4.104 tCO₂e), com alta expressiva a partir de 2019 — um contraponto ao bom desempenho relativo nas emissões totais e de resíduos, e que merece monitoramento junto ao setor de infraestrutura energética local.

Quanto a eventos hidrológicos extremos, os dados de 2016 registram ausência de cheias no município (0 registros, igual à mediana nacional) e apenas 1 registro de seca observada, também discreto frente ao total estadual de 672 ocorrências. Contudo, a defasagem temporal desses dados (apenas 2016) limita conclusões sobre a situação atual de resiliência climática, sendo recomendável atualização dessa série para subsidiar decisões de gestão de risco.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

67.8%

2022

39
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

46.2%

2022

20
0.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

70.6%

2022

40
19.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

28.9%

2022

28
29.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

31.578 tCO₂e

2024

88
14.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.728 tCO₂e

2024

92
20.7% no período

Emissões de energia

SEEG

4.104 tCO₂e

2024

83
60.3% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.