Belém de MariaPE

10.829 habitantes · IBGE 2601508

IA

Resumo socioambiental

Belém de Maria/PE apresenta avanços recentes no saneamento básico, mas ainda mantém lacunas relevantes frente aos parâmetros nacionais e estaduais. A cobertura de água atingiu 85,6% em 2022, com salto expressivo em relação a 2021 (74,0%), superando a mediana nacional (76,5%) e aproximando-se do valor de Pernambuco (86,7%), posicionando o município no percentil 64. A perda de água também recuou fortemente, de 60,7% (2021) para 34,6% (2022), reduzindo o desperdício histórico do sistema, embora ainda acima da mediana nacional (29,9%) e do percentil 61 — ou seja, mesmo com a melhora, o município ainda perde proporcionalmente mais água do que a maior parte dos municípios brasileiros.

Por outro lado, o esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do dossiê. A coleta domiciliar caiu para 68,4% em 2022 (ante 71,2% em 2010), abaixo da mediana nacional (76,9%) e do valor estadual (76,8%), classificando o município no percentil 37. Coerente com essa fragilidade, o destino inadequado de dejetos atinge 23,1% dos domicílios, acima da mediana nacional (14,9%) e do percentil estadual, situando Belém de Maria no percentil 65 (pior que a maioria). Essa combinação de menor coleta e maior destinação inadequada ajuda a explicar o crescimento de 65,3% nas emissões de resíduos entre 2010 e 2024, que atingiram 6.795 tCO₂e, valor acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e no percentil 53 — indicando que a gestão de resíduos sólidos e líquidos é hoje o principal vetor de pressão ambiental do município.

As emissões totais de GEE somaram 40.705 tCO₂e em 2024, com alta de 28,2% desde 2010, mas ainda bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 16 — ou seja, entre os municípios com menor pegada de emissões do país. As emissões de energia caíram 21,3% no período, para 10.655 tCO₂e, abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), sinalizando eficiência relativa nesse setor, o que contrasta com a trajetória de alta nas emissões de resíduos.

Quanto a eventos hidrológicos, o único registro disponível (2016) aponta 4 ocorrências de cheia, acima da mediana nacional (0) e no percentil 96, sugerindo maior vulnerabilidade a inundações que a maioria dos municípios brasileiros, enquanto não houve registro de seca no mesmo ano. Diante desse quadro, recomenda-se priorizar investimentos em coleta e destinação adequada de esgoto e resíduos sólidos, dado seu impacto direto tanto na saúde pública quanto nas emissões de GEE, mantendo o ritmo de melhoria observado no abastecimento de água.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

71.6%

2024

48
58.7% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

19.6%

2024

77
73.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

68.4%

2022

37
3.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

23.1%

2022

35
20.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

40.705 tCO₂e

2024

84
28.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.795 tCO₂e

2024

47
65.3% no período

Emissões de energia

SEEG

10.655 tCO₂e

2024

63
21.3% no período

Registros de cheia

ANA

4

2016

4
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.