Belém do Brejo do CruzPB

6.324 habitantes · IBGE 2502003

IA

Resumo socioambiental

Belém do Brejo do Cruz apresenta quadro socioambiental preocupante, com destaque negativo para o saneamento básico. A cobertura de água caiu para 48,3% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (77,2%), posicionando o município no percentil 18 do país — ou seja, entre os piores do Brasil. Essa cobertura vem em trajetória de queda constante desde 2008, quando chegava a 72,1%, configurando uma perda acumulada de -32,9%. Agravando o cenário, a perda de água na distribuição atingiu 43,2% em 2022, superior à mediana nacional (29,9%) e à do estado (37,3%), classificando o município no percentil 76 (pior) do país — indicando ineficiência crescente na gestão do sistema hídrico, com aumento de +8,4% no indicador desde 2021.

No que se refere a resíduos sólidos, o quadro também é crítico. Embora a coleta de esgoto tenha atingido 99,6% em 2017 (acima da mediana nacional de 87,8%), o tratamento de esgoto é 0,0% desde ao menos 2015 — sinal de que a coleta não se traduz em destinação adequada dos efluentes, com repercussão direta na qualidade ambiental. Complementarmente, o percentual de domicílios com coleta de resíduos caiu drasticamente para 37,0% em 2022 (ante 72,0% em 2010), ficando muito abaixo da mediana nacional (76,9%) e no percentil 6 — entre os piores do país. O destino inadequado de resíduos domiciliares, embora tenha recuado para 17,6% (de 28,0% em 2010), ainda supera a mediana nacional (14,9%). O município conta com apenas 1 unidade de destinação, mesmo número da mediana nacional, mas bem inferior às 4 unidades médias do estado.

Em relação a emissões de gases de efeito estufa, o município apresenta valores absolutos baixos frente ao contexto nacional — 45.060 tCO₂e em 2024, no percentil 19 (entre os menores emissores) — mas com tendência de forte crescimento, alta de +155,4% desde 2010, evidenciada principalmente pelo salto de -2.126 tCO₂e em 2022 para 45.060 tCO₂e em 2024. As emissões de resíduos aumentaram +30,0% no período, acompanhando a piora da coleta domiciliar e ausência de tratamento de esgoto, enquanto as de energia cresceram +68,9%, ambas ainda abaixo das medianas nacionais e estaduais.

O componente hídrico-climático reforça a vulnerabilidade do município: em 2016 foram registradas 12 ocorrências de seca observada, valor no percentil 90 nacional — entre os mais afetados do país por estiagem —, contrastando com ausência de registros de cheia no mesmo ano. Esse cenário de escassez hídrica frequente, associado à queda persistente na cobertura de água e ao aumento das perdas no sistema, sugere fragilidade estrutural na gestão dos recursos hídricos que demanda atenção prioritária dos gestores locais.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

50.9%

2024

21
26.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

63.3%

2024

52
36.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

44.0%

2024

23
22.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

37.0%

2022

6
48.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

17.6%

2022

45
37.2% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2025

69
0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

45.060 tCO₂e

2024

81
155.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.454 tCO₂e

2024

82
30.0% no período

Emissões de energia

SEEG

3.846 tCO₂e

2024

84
68.9% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

12

2016

10
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.