Belém do PiauíPI
3.508 habitantes · IBGE 2201572
Resumo socioambiental
Belém do Piauí/PI apresenta quadro socioambiental frágil, com destaque para a insegurança hídrica e as lacunas de saneamento. A cobertura de água chegou a 70,3% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média do Piauí (73,0%), posicionando o município no percentil 42. A série histórica mostra grande instabilidade, com queda de -25,6% desde 2010, incluindo períodos críticos como 2012-2013 (47,4%). A perda de água, por sua vez, saltou para 42,1% em 2022 — bem acima da mediana nacional (29,9%) e mesmo da UF (46,4%), colocando o município no percentil 75, o que indica ineficiência operacional significativa na distribuição, mesmo com cobertura já limitada.
O saneamento básico segue como o principal gargalo. Apenas 59,7% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (70,4%), no percentil 25. Como reflexo direto, o destino inadequado de dejetos ainda atinge 34,0% dos domicílios, quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e superior à média estadual (26,3%), embora tenha havido melhora de -36,6% desde 2010. Essa combinação de baixa cobertura de esgoto e alto percentual de destino inadequado ajuda a explicar a trajetória crescente das emissões de resíduos, que passaram de 1.071 tCO₂e (2010) para 1.685 tCO₂e em 2024 (+57,3%), sinalizando que o manejo inadequado de dejetos e resíduos sólidos tem impacto direto nas emissões municipais.
Em termos de clima, o balanço de emissões de GEE do município é comparativamente baixo (percentil 8 nacional), mas apresenta reversão preocupante: depois de mais de uma década como sumidouro líquido de carbono (valores negativos entre 2012 e 2022), Belém do Piauí passou a emitir 20.953 tCO₂e em 2024, alta de 18,4% em relação a 2010 e forte inversão frente aos anos anteriores. As emissões de energia também cresceram continuamente, atingindo 2.624 tCO₂e em 2024, ainda distantes da mediana nacional (18.929 tCO₂e), mas em trajetória ascendente.
Quanto a eventos hidrológicos, não há registros de cheias reportados (0 em 2016), mas o município apresentou 14 registros de seca no mesmo ano, no percentil 93 nacional, indicando forte exposição à estiagem — o que reforça a urgência de investimentos em eficiência hídrica, dado o já elevado índice de perdas na distribuição. O conjunto dos indicadores aponta para a necessidade prioritária de modernização da infraestrutura de água e esgoto, com potencial de gerar ganhos simultâneos em saúde pública, eficiência de recursos e mitigação de emissões.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
47.6%
2023
Perda de água
SNIS/SINISA
53.5%
2023
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
59.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
34.0%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
20.953 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
1.685 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
2.624 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
14
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
