Belmiro BragaMG
3.299 habitantes · IBGE 3106101
Resumo socioambiental
Belmiro Braga apresenta quadro crítico no saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos parâmetros nacionais e estaduais. A cobertura de água atende apenas 27,5% dos domicílios em 2024, resultado de queda de -14,9% desde 2010 e muito distante da mediana nacional (73,2%) e mineira (83,3%), posicionando o município no percentil 6 do país. A coleta de esgoto, de 41,8%, sofreu retração abrupta de -58,2% em relação aos 100% registrados em 2011 e 2021, sugerindo mudança metodológica ou perda de infraestrutura. Mais grave é o tratamento de esgoto, estagnado em 0,0% durante toda a série histórica, indicando que todo o esgoto coletado é descartado sem tratamento — um risco direto à saúde pública e aos corpos hídricos locais.
Por outro lado, o município mostra avanços pontuais: a perda de água caiu para 22,2% em 2024 (-19,0% desde 2010), ficando abaixo da mediana nacional (29,1%) e estadual (35,8%), o que indica gestão operacional relativamente eficiente da rede, mesmo com baixa cobertura. Os domicílios com coleta de resíduos sólidos também evoluíram para 88,3% (2022), superando a mediana nacional (76,9%) e aproximando-se do padrão de Minas Gerais (86,1%), enquanto o destino inadequado de resíduos caiu para 9,1%, uma redução expressiva de -52,3% desde 2010, embora ainda acima do índice mineiro (7,4%).
Em relação a emissões, o município registrou salto expressivo de gases de efeito estufa em 2024, para 75.002 tCO₂e, alta de 122,5% frente a 2010, com pico atípico não observado nos anos anteriores — provavelmente vinculado a mudanças no uso da terra, já que emissões de energia (1.259 tCO₂e) e resíduos (2.344 tCO₂e) seguem estáveis e bem abaixo da mediana nacional, refletindo o perfil de pequeno porte do município. Chama atenção a permanência de 30 MW de potência hidráulica instalada desde 2010, acima da mediana nacional (10 MW), o que evidencia relevância energética do município na matriz hidráulica local sem, contudo, refletir-se em benefícios equivalentes de saneamento.
Em síntese, Belmiro Braga combina avanços na gestão de resíduos sólidos e no controle de perdas de água com uma lacuna estrutural grave em saneamento — sobretudo ausência total de tratamento de esgoto — que compromete a qualidade ambiental e a saúde da população, exigindo priorização de investimentos em infraestrutura sanitária como agenda central de gestão.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
27.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
41.8%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
22.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
88.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
9.1%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
30 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
30 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
75.002 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.344 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
1.259 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
