BelmonteBA

20.567 habitantes · IBGE 2903409

IA

Resumo socioambiental

Belmonte/BA apresenta saneamento com sinais mistos, mas globalmente acima da média em tratamento de esgoto e abaixo em abastecimento de água. A cobertura de água atingiu 74,0% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média baiana (80,7%), posicionando o município no percentil 47. Já a coleta de esgoto chegou a 85,2% em 2021, próxima da mediana do país (87,8%) e bem superior à média estadual (63,0%). O destaque positivo é o tratamento de esgoto, que atingiu 100,0% em 2022, muito acima da mediana nacional (37,7%) e estadual (53,1%), colocando Belmonte no percentil 100 — resultado expressivo para um município que opera apenas 1 ETE, igual à mediana nacional de unidades.

A perda de água na distribuição, de 14,2% em 2022, é significativamente menor que a mediana nacional (29,9%) e a média da Bahia (35,0%), situando o município no percentil 13 (favorável), embora a série mostre oscilações relevantes, com picos de 27,7% em 2020 e 24,6% em 2016, indicando fragilidade operacional intermitente na rede. Quanto a resíduos sólidos, 79,4% dos domicílios têm coleta (2022), acima da mediana nacional (76,9%), mas o destino inadequado ainda atinge 18,4% das residências, acima tanto da mediana do país (14,9%) quanto da média estadual (17,1%), revelando um gargalo na gestão final de resíduos que contrasta com a boa cobertura de coleta.

O ponto mais crítico do dossiê é a trajetória de emissões de GEE: o município saltou de 587.613 tCO₂e em 2022 para 1.535.135 tCO₂e em 2024, alta de +332,6% desde 2010, superando em mais de dez vezes a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e alcançando o percentil 93. As emissões por resíduos também cresceram (+32,6% desde 2010, chegando a 8.523 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional de 6.191 tCO₂e), o que dialoga com o problema de destinação inadequada identificado acima. Em contrapartida, as emissões de energia (13.161 tCO₂e em 2024) permanecem abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), sugerindo que o salto nas emissões totais é impulsionado por outros setores (provavelmente mudança de uso da terra e agropecuária, não detalhados neste dossiê).

Em síntese, Belmonte combina avanços consistentes em tratamento de esgoto e controle de perdas de água com desafios estruturais em ampliação da cobertura de água, destinação final de resíduos e, sobretudo, controle das emissões totais de GEE, cuja trajetória recente exige atenção prioritária dos gestores municipais.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

88.1%

2024

74
32.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

68.0%

2024

57
0.5% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2022

16.5% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

13.5%

2024

89
86.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

79.4%

2022

55
1.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

18.4%

2022

43
4.9% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

1.535.135 tCO₂e

2024

7
332.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

8.523 tCO₂e

2024

39
32.6% no período

Emissões de energia

SEEG

13.161 tCO₂e

2024

58
85.8% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.