Belo CampoBA
19.042 habitantes · IBGE 2903508
Resumo socioambiental
Belo Campo/BA apresenta quadro socioambiental preocupante, com déficits estruturais em saneamento básico. A cobertura de água atinge 56,4% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média da Bahia (80,7%), posicionando o município no percentil 26 do país. Por outro lado, a perda de água no sistema de distribuição é de apenas 0,6%, valor excelente e muito inferior à mediana nacional (29,9%) e estadual (35,0%), colocando o município entre os melhores do Brasil nesse quesito (percentil 2) — um contraste positivo que indica eficiência operacional na rede, mesmo com cobertura ainda limitada.
O manejo de resíduos sólidos é o ponto mais crítico do dossiê. Apenas 55,6% dos domicílios têm coleta de lixo (2022), praticamente estável desde 2010 (56,3%), e abaixo da mediana nacional (76,9%) e estadual (69,0%). Como consequência direta, o destino inadequado de resíduos atinge 43,4% dos domicílios, quase três vezes a mediana nacional (14,9%) e a média baiana (17,1%), situando o município no percentil 88 — entre os piores do país. Essa deficiência se reflete nas emissões de resíduos, que somaram 6.907 tCO₂e em 2024, com alta de 77,5% desde 2010, superando a mediana nacional (6.191 tCO₂e).
No balanço geral de gases de efeito estufa, o município emitiu 185.969 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), com aumento de 31,3% em relação a 2010, embora abaixo do pico de 2023 (204.949 tCO₂e). As emissões de energia somaram 16.773 tCO₂e, com crescimento expressivo de 86,8% no período, mas ainda abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Registros hídricos de 2016 mostram ausência de cheias, mas 13 registros de seca, evidenciando maior vulnerabilidade à estiagem, compatível com o percentil 92 do estado nesse indicador.
Em síntese, Belo Campo combina uma rede de água tecnicamente eficiente com lacunas graves em coleta e destinação de resíduos, o que pressiona as emissões municipais e amplia riscos ambientais e de saúde pública. A prioridade de investimento deveria mirar a ampliação da coleta domiciliar e a destinação adequada de resíduos, dado seu efeito direto sobre emissões e exposição da população a passivos ambientais.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
56.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
11.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
55.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
43.4%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
185.969 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
6.907 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
16.773 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
13
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
