BelterraPA

18.954 habitantes · IBGE 1501451

IA

Resumo socioambiental

Belterra apresenta um quadro socioambiental com avanços pontuais em saneamento, mas ainda distante da média nacional, combinado a uma trajetória preocupante de emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 67,4% em 2022, com crescimento expressivo de +54,1% desde 2016, porém ainda abaixo da mediana nacional (76,5%) e do percentil 39, embora superior à média estadual (55,0%). A perda de água, de 28,3%, mostra melhora recente e fica próxima da mediana nacional (29,9%) e abaixo da UF (34,5%), indicando gestão de rede em nível intermediário. Já a coleta de resíduos domiciliares, em 56,2%, e sobretudo o destino inadequado de resíduos, ainda em 37,3% dos domicílios, revelam uma lacuna estrutural relevante: o percentil 83 neste último indicador posiciona o município entre os piores do país, bem acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (23,2%).

Essa fragilidade na gestão de resíduos sólidos se reflete diretamente nas emissões setoriais: as emissões de resíduos somaram 11.937 tCO₂e em 2024, quase o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e), com crescimento de +180,2% desde 2010, evidenciando a relação entre destinação inadequada e geração de gases de efeito estufa. As emissões totais do município, de 613.885 tCO₂e em 2024, cresceram +175% na década, com pico histórico em 2021 (2,57 milhões tCO₂e), sugerindo forte influência de mudanças no uso da terra característica da Amazônia. O percentil 83 nas emissões totais confirma que Belterra emite substancialmente mais que a mediana nacional (138.513 tCO₂e), ainda que muito aquém do total estadual.

O setor energético chama atenção pelo crescimento vertiginoso de +909,2% nas emissões desde 2010, atingindo 56.805 tCO₂e em 2024 — acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e) — enquanto a capacidade instalada de geração hidráulica permanece estagnada em 100 kW desde 2010, no percentil 4 nacional, indicando dependência quase nula de fontes renováveis locais e possível uso intensivo de matrizes fósseis para suprir a demanda crescente. Por fim, os registros de cheia (2 ocorrências em 2016) posicionam o município no percentil 87, acima da mediana nacional (0), sinalizando exposição a eventos hidrológicos extremos que merecem monitoramento contínuo, ainda que os dados disponíveis sejam limitados a esse único ano.

Em síntese, Belterra combina avanços recentes em abastecimento de água com déficits críticos em destinação de resíduos e uma trajetória ascendente de emissões, especialmente em energia e resíduos. A ausência de investimento em geração renovável local e a alta proporção de destinação inadequada de resíduos sugerem que políticas públicas voltadas à universalização do saneamento e à diversificação da matriz energética poderiam gerar impactos duplos: sociais, na qualidade de vida da população, e ambientais, na redução das emissões municipais.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

86.0%

2024

70
96.6% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

18.8%

2024

79

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

56.2%

2022

21
41.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

37.3%

2022

17
38.2% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

100 kW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

100 kW

2024

4
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

613.885 tCO₂e

2024

17
175.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

11.937 tCO₂e

2024

29
180.2% no período

Emissões de energia

SEEG

56.805 tCO₂e

2024

28
909.2% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.