BeneditinosPI

10.104 habitantes · IBGE 2201606

IA

Resumo socioambiental

Beneditinos/PI apresenta um quadro de saneamento básico frágil, com destaque negativo para o abastecimento de água: a cobertura atingiu apenas 54,9% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média do Piauí (73,0%), posicionando o município no percentil 25 do país. Mais preocupante é a reversão observada nesse mesmo ano, quando a perda de água saltou de 26,7% (2021) para 48,0% (2022), rompendo uma trajetória de melhora contínua desde 2008 e colocando o município no percentil 82 nacional — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito, e acima até da média estadual (46,4%). Essa combinação de queda de cobertura com aumento de perdas sugere problemas operacionais ou de infraestrutura na rede que merecem investigação prioritária.

No que diz respeito ao esgotamento sanitário, os dados formais do SNIS indicam 100% de coleta e tratamento em 2013, mas a ausência de atualizações posteriores impede avaliar a situação atual com confiança. Os dados do Censo IBGE, mais recentes, mostram um cenário mais realista e menos favorável: apenas 60,8% dos domicílios têm coleta de lixo (2022), ante mediana nacional de 76,9%, e 38,9% dos domicílios têm destino inadequado de resíduos, mais que o dobro da mediana do país (14,9%) e acima da média estadual (26,3%), posicionando o município no percentil 84 nacional para esse problema. Essa alta proporção de destinação inadequada ajuda a explicar por que as emissões de resíduos cresceram 61,2% entre 2010 e 2024, atingindo 5.909 tCO₂e, valor próximo à mediana nacional (6.191 tCO₂e).

As emissões totais de GEE do município somaram 285.861 tCO₂e em 2024, com queda de 33,6% em relação a 2010, mas ainda acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 69. Chama atenção o crescimento expressivo das emissões de energia, que mais que dobraram (+119,2%) no período, embora o valor absoluto (5.742 tCO₂e) permaneça bem abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), indicando que esse não é o principal vetor de pressão climática do município — o setor de resíduos e possivelmente mudanças no uso da terra têm peso mais relevante.

Por fim, os registros hidrológicos de 2016 mostram exposição relevante a eventos extremos, com 11 registros de seca (percentil 88 nacional) e 1 registro de cheia (percentil 76), sinalizando vulnerabilidade climática que reforça a urgência de investimentos em infraestrutura hídrica e de saneamento. Em síntese, o município exige atenção prioritária para reverter a perda de água na rede, ampliar a cobertura de coleta de resíduos e atualizar os dados de esgotamento sanitário, de modo a permitir diagnóstico mais preciso e direcionamento eficaz de políticas públicas.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

55.6%

2023

10.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2013

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2013

0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

39.1%

2023

41.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

60.8%

2022

27
9.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

38.9%

2022

16
12.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

285.861 tCO₂e

2024

31
33.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.909 tCO₂e

2024

52
61.2% no período

Emissões de energia

SEEG

5.742 tCO₂e

2024

77
119.2% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

11

2016

12
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.