Bernardino de CamposSP

11.852 habitantes · IBGE 3506300

IA

Resumo socioambiental

Bernardino de Campos apresenta saneamento básico consolidado e acima da média nacional, com destaque para a coleta e o tratamento de esgoto, ambos em 100,0% (2021 e 2022, respectivamente), superando amplamente as medianas do Brasil (87,8% e 37,7%) e mesmo a média do estado de São Paulo (94,6% e 69,6%), posicionando o município no percentil 100 em ambos os indicadores. A cobertura de água, embora ainda alta em termos relativos (86,6% em 2022, percentil 65 nacional), sofreu queda de -3,2% no último ano e recuo mais expressivo frente ao pico de 95,7% em 2021, ficando abaixo da média estadual de 95,2% — um ponto de atenção para a gestão local, ainda que a perda de água na distribuição tenha melhorado significativamente, caindo para 18,6% em 2022 (variação de -57% desde 2008), valor melhor que a mediana nacional (29,9%) e a média de SP (32,1%).

No âmbito dos resíduos domiciliares, o município também se destaca positivamente: 92,4% dos domicílios têm coleta de lixo (2022, percentil 83 nacional) e apenas 2,7% possuem destino inadequado de resíduos, bem abaixo da mediana brasileira (14,9%), embora ligeiramente acima da média paulista (1,0%). Essa boa cobertura de coleta, no entanto, não se traduz em queda nas emissões de resíduos, que cresceram +12,7% desde 2010, atingindo 9.411 tCO₂e em 2024 — valor acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 64), sugerindo que o desafio atual está mais associado ao tratamento e à destinação final dos resíduos do que à coleta em si.

As emissões totais de GEE do município caíram -22,7% entre 2010 e 2024, chegando a 70.217 tCO₂e, patamar abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 30), indicando uma trajetória favorável de redução. Contudo, as emissões de energia cresceram +31,2% no mesmo período (17.342 tCO₂e em 2024), aproximando-se da mediana nacional (18.929 tCO₂e), o que, combinado ao aumento das emissões de resíduos, indica que os ganhos ambientais recentes vêm sobretudo de outros setores, e não de energia ou resíduos.

Em termos de eventos hidrológicos, o município registrou uma ocorrência de cheia e uma de seca em 2016, ambas com apenas um registro cada, situando-se acima da mediana nacional (zero em ambos os casos), mas os dados são pontuais e não permitem inferir tendência. De modo geral, Bernardino de Campos exibe indicadores de saneamento robustos e superiores à média nacional, com avanços recentes na redução de perdas de água e nas emissões totais, mas necessita de atenção à queda na cobertura de água em 2022 e ao crescimento das emissões vinculadas a resíduos e energia, que podem comprometer a trajetória ambiental caso não sejam endereçados.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

90.3%

2024

78
3.2% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

89.8%

2024

83
9.5% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2023

21.6% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

2

2020

89
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

33.5%

2024

40
19.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

92.4%

2022

83
0.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

2.7%

2022

85
60.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

70.217 tCO₂e

2024

70
22.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

9.411 tCO₂e

2024

36
12.7% no período

Emissões de energia

SEEG

17.342 tCO₂e

2024

52
31.2% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.