BertolíniaPI
5.701 habitantes · IBGE 2201705
Resumo socioambiental
Bertolínia/PI apresenta cobertura de água de 72,5% em 2023, praticamente no patamar da mediana nacional (73,2%), mas bem abaixo da média estadual do Piauí (92,3%). Mais preocupante é a trajetória recente: o município chegou a atingir 96,4% de cobertura em 2020, mas vem recuando ano a ano desde então, caindo para 79,4% em 2022 e 72,5% em 2023. Esse retrocesso coincide com uma perda de água elevada e crescente, de 58,6% em 2023, quase o dobro da mediana nacional (29,1%) e mais que o dobro da média estadual (23,6%), indicando ineficiência operacional significativa no sistema de abastecimento que pode estar comprometendo a capacidade de manter a cobertura alcançada anos atrás.
No saneamento, o avanço na coleta de resíduos domiciliares foi expressivo: de 22,8% em 2010 para 70,0% em 2022, um salto que aproxima o município da média estadual (70,4%), embora ainda abaixo da mediana nacional (76,9%, percentil 39). Como reflexo direto, a destinação inadequada de resíduos caiu de 77,2% para 29,9% no mesmo período, uma redução superior a 60%. Ainda assim, esse índice permanece acima da mediana nacional (14,9%) e da média estadual (26,3%), posicionando Bertolínia no percentil 74 — ou seja, entre os municípios com pior desempenho relativo nesse quesito, o que ajuda a explicar o crescimento constante das emissões de resíduos, que passaram de 1.684 para 2.511 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+49,2%).
Em emissões totais de GEE, o município registrou 134.762 tCO₂e em 2024, valor próximo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 49), mas com forte volatilidade histórica — destaque para o pico atípico de 440.531 tCO₂e em 2022, seguido de queda acentuada em 2023 e nova alta em 2024. As emissões de energia mais que dobraram no período (de 3.796 para 10.500 tCO₂e, +176,6%), sinalizando aumento da demanda energética local, embora ainda distantes da mediana nacional (18.929 tCO₂e).
Em relação a eventos hidrológicos, os únicos dados disponíveis (2016) registram 1 ocorrência de cheia e 4 de seca, ambos com frequência inferior à mediana nacional de registros, mas com o Piauí concentrando volumes estaduais expressivos (114 cheias e 2.068 secas), o que reforça a vulnerabilidade climática regional. Em síntese, Bertolínia enfrenta um desafio duplo: reverter a perda crescente de água tratada, que ameaça os ganhos de cobertura já obtidos, e consolidar a gestão de resíduos sólidos, cujo avanço recente ainda não eliminou o descarte inadequado nem impediu o crescimento das emissões associadas.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
72.5%
2023
Perda de água
SNIS/SINISA
58.6%
2023
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
70.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
29.9%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
134.762 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.511 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
10.500 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
4
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
