BertópolisMG

4.546 habitantes · IBGE 3106606

IA

Resumo socioambiental

Bertópolis/MG apresenta um quadro de saneamento básico frágil e aquém dos padrões nacionais e estaduais. A cobertura de água atingiu 59,5% em 2022, com queda de 10,9% frente à série histórica, posicionando o município no percentil 29 nacional — bem abaixo da mediana do país (76,5%) e da média mineira (84,3%). A coleta de esgoto, embora tenha saltado para 84,7% em 2021 (alta de 49,9% após anos de estagnação e até zeramento em 2019-2020), ainda não se traduz em tratamento efetivo: o índice de tratamento de esgoto é 0,0% em 2022, situação crítica frente à mediana nacional de 37,7% e à mineira de 44,5%. Esse descompasso entre coletar e tratar indica investimento parcial na infraestrutura, com risco de lançamento de esgoto bruto em corpos hídricos.

O manejo de resíduos sólidos também preocupa: o destino inadequado de domicílios chegou a 34,1% em 2022, mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e muito acima da média de Minas Gerais (7,4%), colocando o município no percentil 79 — entre os piores do país nesse quesito. Essa fragilidade se reflete nas emissões de resíduos, que cresceram 32,1% entre 2010 e 2024, atingindo 2.639 tCO₂e, na contramão da tendência geral de queda das emissões totais do município.

Em contraste, as emissões totais de GEE caíram expressivamente, de 407.906 tCO₂e em 2010 para 98.558 tCO₂e em 2024 (-75,8%), valor próximo à mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 40. As emissões de energia são residuais (1.647 tCO₂e, percentil 5), reforçando que o principal vetor de emissões remanescente é o setor de resíduos, coerente com a debilidade observada no tratamento de esgoto e destinação de lixo.

Em síntese, Bertópolis avançou na redução das emissões gerais e na ampliação da coleta de esgoto, mas enfrenta desafios estruturais expressivos em tratamento de esgoto, destinação de resíduos e perda de água (26,2% em 2022, próxima da mediana nacional de 29,9%, mas com histórico de forte oscilação, incluindo pico de 54,2% em 2019). Investimentos direcionados ao tratamento de esgoto e à gestão de resíduos sólidos são prioritários para reverter os indicadores mais críticos e reduzir riscos sanitários e ambientais à população.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

58.3%

2024

30
3.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

46.8%

2024

38
17.1% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

23.3%

2024

66
13.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

65.4%

2022

32
9.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

34.1%

2022

21
14.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

98.558 tCO₂e

2024

60
75.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.639 tCO₂e

2024

80
32.1% no período

Emissões de energia

SEEG

1.647 tCO₂e

2024

95
1.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.