BiquinhasMG
2.409 habitantes · IBGE 3107000
Resumo socioambiental
Biquinhas/MG apresenta indicadores de saneamento abaixo dos parâmetros nacionais, com sinais de deterioração no abastecimento de água. A cobertura de água atingiu 61,6% em 2022, recuo de -27,5% frente à série histórica e bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e mineira (84,3%), posicionando o município no percentil 32. Mais preocupante é a trajetória da perda de água, que saltou para 21,7% em 2022 (+83,4% desde 2008), indicando ineficiência crescente na rede de distribuição, embora ainda esteja abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (35,0%).
No manejo de resíduos sólidos, o município mostra progresso parcial: a coleta domiciliar avançou para 72,6% em 2022 (+16,9% desde 2010), e o destino inadequado de resíduos caiu para 23,5% (-38,1% no período), ainda assim superior à mediana nacional (14,9%) e ao patamar mineiro (7,4%), situando Biquinhas no percentil 65 — ou seja, entre os piores no comparativo nacional. Essa lacuna em coleta e destinação adequada tem correspondência direta nas emissões de resíduos, que somaram 2.149 tCO₂e em 2024, com alta de 31,8% desde 2010, embora o volume absoluto seja pequeno frente à mediana nacional (6.191 tCO₂e), refletindo o porte reduzido do município (percentil 14).
O balanço de emissões de GEE do município totalizou 101.073 tCO₂e em 2024, com crescimento expressivo de 37,3% em relação a 2010, mas ainda abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 40. Chama atenção o salto nas emissões de energia, que mais que dobraram desde 2010 (+115,0%, chegando a 7.373 tCO₂e em 2024), sugerindo maior consumo elétrico ou uso de combustíveis fósseis, embora o patamar permaneça abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016, mas a ausência de dados mais recentes limita a avaliação de riscos hidrológicos atuais.
Em síntese, Biquinhas enfrenta desafios simultâneos de infraestrutura hídrica (queda na cobertura e aumento de perdas de água) e de gestão de resíduos (destinação inadequada acima da média nacional), enquanto suas emissões de GEE crescem de forma acelerada, sobretudo no setor energético. A melhoria da eficiência na rede de água e a ampliação da destinação adequada de resíduos são frentes prioritárias, com potencial de gerar ganhos socioambientais correlacionados, dado que a redução de perdas hídricas e resíduos mal destinados tende a reduzir também as emissões associadas.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
68.4%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
22.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
72.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
23.5%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
101.073 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.149 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
7.373 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
