Biritiba MirimSP
30.526 habitantes · IBGE 3506607
Resumo socioambiental
Biritiba Mirim apresenta um quadro de saneamento básico frágil, especialmente no acesso a água tratada. A cobertura de água atingiu apenas 53,8% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e muito distante do patamar estadual (95,2%), posicionando o município no percentil 23 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. A coleta de esgoto também é limitada, com 57,4% em 2021 (percentil 30, mediana nacional de 87,8%). Chama atenção o fato de o tratamento de esgoto ter saltado de patamares próximos a 41% (2008-2014) para 68,9% em 2022, superando a mediana nacional (37,7%) e ficando próximo da média paulista (69,6%, percentil 68) — um avanço relevante, embora ainda restrito a uma única ETE (2020), o que sugere baixa margem de redundância operacional. A perda de água, de 29,6% em 2022, está no patamar mediano nacional (29,9%) e abaixo da média estadual (32,1%), mas o salto para 34,6% em 2021 indica instabilidade na gestão da rede.
No recorte domiciliar, o quadro é mais favorável: 88,3% dos domicílios têm coleta de resíduos (2022, percentil 73) e apenas 4,4% têm destino inadequado, valor bem inferior à mediana nacional (14,9%), embora acima do padrão paulista (1,0%). Essa combinação — tratamento de esgoto relativamente avançado e baixo descarte inadequado de resíduos — sugere gestão municipal mais estruturada no manejo de resíduos sólidos do que na universalização do acesso à água e ao esgotamento sanitário, que ainda restringe a parcela relevante da população.
Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE caíram de forma expressiva, de 95.825 tCO₂e (2023) para 26.220 tCO₂e em 2024, colocando o município no percentil 10 nacional (mediana de 138.513 tCO₂e) — um resultado positivo. Entretanto, essa queda contrasta com a trajetória das emissões de resíduos, que cresceram 19,3% na década e chegaram a 18.476 tCO₂e em 2024, muito acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e, percentil 5), reforçando a pressão do setor de resíduos sobre o balanço de emissões locais. As emissões de energia também subiram 33,3% no período, atingindo 33.001 tCO₂e (percentil 61), indicando que o setor energético é hoje o principal vetor de crescimento das emissões municipais.
Em segurança hídrica, o índice de 3,000 (projeção 2035) fica abaixo da mediana nacional e estadual (4,000 e 3,881, respectivamente), no percentil 50, sem registros de cheias ou secas expressivas até 2016. Para os gestores, o desafio central é ampliar a cobertura de água e esgoto — hoje muito aquém do padrão estadual — sem perder o avanço já obtido no tratamento de esgoto, ao mesmo tempo em que se contém o crescimento das emissões ligadas a resíduos e energia, que já superam proporcionalmente a média nacional.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
60.9%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
52.5%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
68.7%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
0.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
88.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
4.4%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
26.220 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
18.476 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
33.001 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
