BiturunaPR
15.689 habitantes · IBGE 4102901
Resumo socioambiental
Bituruna apresenta avanços relevantes, mas ainda incompletos, na infraestrutura de saneamento básico. A cobertura de água atingiu 83,5% em 2022, com crescimento expressivo de +37,2% desde 2008, superando a mediana nacional (76,5%) e posicionando o município no percentil 61, embora ainda distante do índice do Paraná (96,1%). Já o esgotamento sanitário permanece crítico: a coleta de esgoto alcançou apenas 33,0% em 2021 (percentil 18) e o tratamento ficou em 25,4% em 2022, ambos muito abaixo das medianas nacionais (87,8% e 37,7%, respectivamente) e dos patamares estaduais. A perda de água na distribuição, de 29,6% em 2022, é praticamente equivalente à média do Paraná (29,6%) e próxima da mediana nacional, mas sua trajetória de alta constante desde 2008 (quando era 19,9%) indica ineficiência operacional crescente que merece atenção.
No manejo de resíduos sólidos, os dados do Censo revelam retrocesso preocupante: a proporção de domicílios com coleta caiu ligeiramente para 67,2% em 2022 (percentil 35, abaixo da mediana nacional de 76,9%), enquanto o destino inadequado de resíduos, apesar de ter recuado de 32,5% para 26,0% entre 2010 e 2022, ainda é quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e muito superior ao índice paranaense (5,6%), colocando o município no percentil 69 — entre os piores do país nesse quesito. Essa lacuna na destinação adequada de resíduos ajuda a explicar por que as emissões de resíduos do setor têm se mantido acima da mediana nacional (9.481 tCO₂e em 2024 vs. 6.191 tCO₂e, percentil 65), mesmo com leve queda recente de 10,3% frente ao pico de 2017.
Do ponto de vista climático, o destaque é a forte redução das emissões totais de GEE, que caíram de 584.983 tCO₂e em 2022 para 75.777 tCO₂e em 2024, uma retração de 89,5% em dois anos, colocando o município abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e) no percentil 32. Essa queda provavelmente reflete mudanças no uso da terra ou agropecuária, já que as emissões de energia (30.526 tCO₂e, percentil 60) e de resíduos permanecem relativamente estáveis e acima de referências nacionais. Vale destacar a expressiva capacidade hidráulica instalada de 838 MW, constante desde 2010, que posiciona Bituruna no percentil 97 nacional — um ativo estratégico para a matriz energética renovável, ainda que sem registros de eventos de cheia (2016) e apenas 2 registros de seca no mesmo ano, sugerindo baixa exposição a eventos hidrológicos extremos reportados.
Em síntese, o município evolui de forma consistente no abastecimento de água, mas enfrenta déficits estruturais em esgotamento sanitário e destinação de resíduos, que juntos pressionam as emissões setoriais e limitam ganhos socioambientais mais amplos. Investimentos direcionados à ampliação do tratamento de esgoto e à correção das perdas na rede de água, aliados à melhoria da coleta e destin
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
66.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
45.4%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
30.3%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
30.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
67.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
26.0%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
838 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
838 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
75.777 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
9.481 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
30.526 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
