Boa EsperançaES
14.079 habitantes · IBGE 3201001
Resumo socioambiental
Boa Esperança/ES apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com destaque positivo para o tratamento de esgoto e sinal de alerta para o abastecimento de água. A cobertura de água atingiu 59,9% em 2024, abaixo da mediana nacional (73,2%) e do Espírito Santo (78,1%), posicionando o município no percentil 32 — ou seja, pior que a maioria dos municípios brasileiros. Chama atenção a queda recente: depois de alcançar 61,2% em 2023, o indicador recuou para 59,9%, revertendo parcialmente a trajetória de melhora observada desde 2018. Já a coleta de esgoto, embora tenha caído de patamares próximos a 100% (mantidos entre 2015 e 2021) para 76,8% em 2024, ainda supera a mediana nacional (59,9%) e a média estadual (57,6%), com percentil 66. O tratamento de esgoto é o ponto mais forte do saneamento local: 100% em 2022, muito acima da mediana nacional (33,3%) e da UF (43,5%), indicando que, apesar da retração na cobertura de coleta, o esgoto captado é integralmente tratado.
A perda de água na distribuição, embora ainda alta em termos absolutos (23,7% em 2024), está abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (31,7%), com percentil 35 — um desempenho relativamente favorável, mas que voltou a subir em relação a 2022 (23,2%), merecendo monitoramento para não repetir os picos de 2017-2019 (acima de 30%). No campo de resíduos sólidos, os dados do Censo mostram fragilidade: 72,6% dos domicílios têm coleta (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (81,5%), enquanto o destino inadequado atinge 21,1% dos domicílios, patamar superior à mediana nacional (14,9%) e muito acima da UF (6,9%), colocando o município no percentil 61 (pior que a maioria). Essa fragilidade na destinação final é coerente com a redução de unidades de destinação licenciadas, que caiu de 2 para 1 unidade entre 2024 e 2025, e ajuda a explicar o crescimento das emissões de resíduos, que subiram 76,9% desde 2010, atingindo 7.183 tCO₂e em 2024 — acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e).
Do ponto de vista climático, o balanço geral é positivo: as emissões totais de GEE caíram 52,5% desde 2010, chegando a 73.715 tCO₂e em 2024, valor abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 31. Essa redução, no entanto, é puxada principalmente pela queda em outras fontes (provavelmente agropecuária ou mudança de uso da terra), pois tanto as emissões de energia (+53,9%, para 24.991 tCO₂e) quanto as de resíduos (+76,9%) cresceram no período, ambas acima da mediana nacional. Isso sugere que o município terá de equacionar o aumento da pegada energética e de resíduos para sustentar a trajetória de descarbonização.
Em termos hidroclimáticos, os únicos registros disponíveis (2016) indicam ausência de cheias e 6 registros de seca observada, valor abaixo da mediana da UF (
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
59.9%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
76.8%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
23.7%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
72.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
21.1%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Clima
Emissões de GEE
SEEG
73.715 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
7.183 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
24.991 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
6
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
