Boa EsperançaMG
41.332 habitantes · IBGE 3107109
Resumo socioambiental
Boa Esperança/MG apresenta saneamento acima da média nacional, mas com sinais de deterioração recente que merecem atenção. A cobertura de água atingiu 87,9% em 2024, superior à mediana nacional (73,2%) e à média mineira (83,3%), posicionando o município no percentil 74. A coleta de esgoto, embora ainda alta (87,0% em 2024, percentil 79), recuou 13,0% em relação à série histórica, que se manteve em 100% entre 2009 e 2021 — uma queda expressiva que contrasta com o tratamento de esgoto, estável em 80,0% e bem acima da mediana nacional (33,3%). Chama atenção a perda de água de 35,8%, superior à mediana do país (29,1%) e igual à média estadual, indicando ineficiência na distribuição que pode comprometer os ganhos de cobertura.
No recorte domiciliar do Censo 2022, a coleta de resíduos caiu para 72,2% (percentil 42, abaixo da mediana nacional de 76,9%), enquanto o destino inadequado de resíduos recuou para 5,9%, bem melhor que a mediana nacional (14,9%) e a média de MG (7,4%). Essa aparente contradição — menos coleta domiciliar, mas menos destino inadequado — sugere possível reorganização logística ou mudança na forma de disposição, e reforça a necessidade de monitorar a manutenção da rede de coleta.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 258.786 tCO₂e em 2024 (percentil 67, acima da mediana nacional de 138.513 tCO₂e), impulsionadas principalmente pelo forte crescimento das emissões de energia, que quase dobraram desde 2010 (+97,6%, chegando a 99.338 tCO₂e, percentil 81). As emissões de resíduos também cresceram 19,6% na década, atingindo 26.240 tCO₂e (percentil 87), o que é coerente com a manutenção de coleta e tratamento de esgoto em níveis elevados, mas aponta para a necessidade de tratamento mais eficiente dos resíduos sólidos e efluentes para conter o avanço das emissões.
O investimento público registrado em 2026 foi de R$ 5,0 milhões, acima da mediana nacional (R$ 3,1 milhões, percentil 57), mas com variação nula em relação ao período anterior, o que sugere estagnação no ritmo de aportes justamente quando indicadores como perda de água, coleta domiciliar e emissões energéticas pedem atenção e novos investimentos estruturantes.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
87.9%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
87.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
80.0%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
35.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
72.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
5.9%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
258.786 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
26.240 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
99.338 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Investimento
Investimento público
PNCP
R$ 5.0 mi
2026
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
