Boa EsperançaPR

4.622 habitantes · IBGE 4103008

IA

Resumo socioambiental

Boa Esperança/PR apresenta quadro socioambiental misto, com saneamento em recuperação após instabilidade recente e emissões de gases de efeito estufa em patamar baixo frente ao contexto nacional. A cobertura de água atingiu 85,7% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) mas abaixo da média estadual (89,5%), refletindo forte queda em 2023 (58,1%) após anos de universalização (100% entre 2018 e 2021) — trajetória que sinaliza instabilidade operacional a monitorar. A perda de água, por outro lado, é ponto positivo: 15,1% em 2024, bem inferior à mediana nacional (29,1%) e à média do Paraná (29,0%), posicionando o município no percentil 13 (quanto menor, melhor), com queda expressiva de 43,3% desde 2010.

No esgotamento sanitário, a cobertura de coleta domiciliar chegou a 89,0% em 2022 (Censo), superando a mediana nacional (76,9%) e aproximando-se da média estadual (90,0%). O destino inadequado de dejetos caiu para 10,3%, redução de quase 50% desde 2010, mas ainda acima da média do Paraná (5,6%), indicando que, apesar do avanço, parte dos domicílios ainda carece de solução adequada — o que pode se relacionar com as emissões de resíduos, estáveis em torno de 1.664 tCO₂e (2024), próximas ao piso histórico da série e bem abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

As emissões totais de GEE somaram 70.966 tCO₂e em 2024, com alta de 45,9% desde 2010, mas ainda inferiores à mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando o município no percentil 30. O setor de energia foi o principal vetor de crescimento, saltando de 2.623 para 4.199 tCO₂e (+60,1%), embora permaneça modesto frente ao padrão nacional (mediana de 18.929 tCO₂e). Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para 2016, únicos dados disponíveis nessa série, o que limita conclusões sobre risco hidroclimático recente.

Em síntese, Boa Esperança combina baixas perdas de água e emissões contidas com desafios pontuais de continuidade na cobertura de água e de complementação do saneamento básico, sugerindo que investimentos em estabilização operacional dos serviços de água e ampliação do esgotamento sanitário sejam prioridades de gestão para consolidar os ganhos already alcançados.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

85.7%

2024

70
7.5% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

15.1%

2024

87
43.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

89.0%

2022

75
11.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

10.3%

2022

60
49.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

70.966 tCO₂e

2024

70
45.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.664 tCO₂e

2024

92
0.9% no período

Emissões de energia

SEEG

4.199 tCO₂e

2024

82
60.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.