Boa NovaBA
14.052 habitantes · IBGE 2903706
Resumo socioambiental
Boa Nova/BA apresenta quadro socioambiental preocupante no eixo saneamento, com destaque negativo para a cobertura de água, que caiu de 75,3% em 2021 para 37,6% em 2022, uma queda expressiva de 32,0% que coloca o município no percentil 10 nacional, muito abaixo da mediana do Brasil (76,5%) e da Bahia (80,7%). Essa reversão brusca contrasta com a trajetória histórica de expansão gradual observada entre 2008 e 2020, quando a cobertura chegou a atingir 99,9%, sugerindo possível descontinuidade operacional ou de reporte que merece investigação pelos gestores locais.
A situação da perda de água agrava o cenário: o indicador saltou de 12,0% em 2008 para 32,4% em 2022, alta acumulada de 168,8%, superando a mediana nacional (29,9%), embora ainda abaixo do valor médio da Bahia (35,0%). Já a coleta de esgoto atingiu 100,0% em 2020, acima da mediana nacional (87,8%) e do estado (63,0%), porém sem nenhum tratamento associado — 0,0% desde 2012 —, o que indica que o esgoto coletado é despejado sem qualquer tratamento, com risco direto à qualidade dos corpos hídricos e à saúde pública. Essa lacuna também se reflete no indicador de destino inadequado de resíduos domiciliares, que embora tenha caído de 48,5% (2010) para 38,6% (2022), permanece muito acima da mediana nacional (14,9%) e do estado (17,1%), posicionando o município no percentil 84 (pior faixa).
No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 132.384 tCO₂e em 2024, com alta de 88,5% frente a 2010, ficando próximas da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 49). As emissões de resíduos, por sua vez, mantiveram-se estáveis em 5.591 tCO₂e (-0,7% desde 2010), compatíveis com a mediana nacional, indicando que o aumento das emissões totais não decorre do setor de resíduos, mas provavelmente de mudança de uso da terra ou agropecuária, já que as emissões de energia, embora tenham crescido 45,4%, seguem baixas em termos absolutos (6.218 tCO₂e, percentil 25).
Em recursos hídricos, o município registrou 9 ocorrências de seca em 2016 (percentil 85, indicando vulnerabilidade superior à maioria dos municípios) e índice de segurança hídrica de 3,000 (projeção 2035), abaixo da mediana nacional (4,000) e do valor médio estadual (3,281). Diante desse conjunto de indicadores, recomenda-se priorizar a reversão da queda em cobertura de água, a implantação de tratamento de esgoto e o controle de perdas na rede, ações que também tendem a mitigar riscos hídricos futuros e reduzir emissões associadas ao saneamento.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
53.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2020
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
35.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
58.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
38.6%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
132.384 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
5.591 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
6.218 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
9
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
