Boa VenturaPB
5.277 habitantes · IBGE 2502102
Resumo socioambiental
Boa Ventura/PB apresenta quadro socioambiental misto, com avanços pontuais no saneamento e sinais de retrocesso na cobertura de água. A cobertura de água caiu para 59,5% em 2024, recuo de 5,2% em relação ao período anterior e bem abaixo do pico de 88,5% registrado em 2022, ficando abaixo da mediana nacional (73,2%) e igual ao valor da UF (59,5%), no percentil 31. Em contrapartida, a perda de água na distribuição caiu para 20,6% em 2024, uma redução expressiva de 64,5% frente a níveis históricos superiores a 50%, posicionando o município melhor que a mediana nacional (29,1%) e que a Paraíba (41,7%), no percentil 26 — ou seja, o sistema perde proporcionalmente menos água do que a maioria dos municípios, mesmo com queda na cobertura, o que sugere possível redução de rede ativa ou problemas de medição/cadastro.
No esgotamento sanitário, a coleta domiciliar evoluiu para 75,5% em 2022, alta de 24,1 pontos desde 2010, aproximando-se da mediana nacional (76,9%) e do valor da UF (79,6%), no percentil 48. Contudo, o destino inadequado de dejetos ainda atinge 23,8% dos domicílios em 2022, valor bem acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (15,4%), colocando o município no percentil 66 (pior que a maioria). O município conta com apenas 1 ETE (2020), no percentil 77 nacional, mas essa capacidade parece insuficiente diante da parcela de domicílios ainda com destinação inadequada, indicando gargalo entre coleta e tratamento efetivo do esgoto.
Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE somaram 25.757 tCO₂e em 2024, queda de 4,9% no último ciclo, e situam-se bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e da UF, no percentil 10, refletindo o porte reduzido do município. As emissões de resíduos, entretanto, cresceram 49,1% desde 2010, atingindo 2.268 tCO₂e em 2024 (percentil 16), movimento coerente com a persistência de destinação inadequada de esgoto e resíduos domiciliares. As emissões de energia dispararam 285,7% no período, chegando a 1.914 tCO₂e em 2024, ainda distantes da mediana nacional (18.929 tCO₂e), mas a trajetória de alta merece monitoramento.
Por fim, os registros hidrológicos de 2016 mostram 1 evento de cheia e 12 registros de seca, com a seca situando o município no percentil 90 nacional, indicando vulnerabilidade relevante à estiagem — fator que reforça a importância de reduzir perdas de água e ampliar a cobertura, hoje em trajetória de queda, para garantir resiliência hídrica e sanitária no médio prazo.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
59.5%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
20.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
75.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
23.8%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
25.757 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.268 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
1.914 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
12
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
