Boa Vista das MissõesRS

1.969 habitantes · IBGE 4302154

IA

Resumo socioambiental

Boa Vista das Missões/RS apresenta saneamento hídrico consolidado, mas com sinais de deterioração e um passivo relevante em manejo de resíduos sólidos. A cobertura de água atingiu 98,2% em 2022, muito acima da mediana nacional (76,5%) e da média do RS (88,1%), posicionando o município no percentil 84. Em contrapartida, a perda de água na distribuição subiu para 30,5% em 2022, superando a mediana nacional (29,9%) após um salto expressivo a partir de 2017, quando ainda era de 16,6% — indicando ineficiência operacional crescente que merece atenção da gestão, mesmo com boa cobertura.

No eixo de resíduos, o quadro é mais preocupante: apenas 71,6% dos domicílios têm coleta (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e do RS (82,7%), enquanto 24,5% dos domicílios ainda têm destino inadequado, patamar bem superior à mediana nacional (14,9%) e muito acima do RS (4,5%), colocando o município no percentil 66 nesse indicador negativo. Apesar da melhora histórica (38,3% em 2010 para 24,5% em 2022), o gargalo na coleta ainda não se reflete em emissões de resíduos, que permanecem baixas (1.082 tCO₂e em 2024, percentil 2 nacional), sugerindo que o problema é mais de cobertura domiciliar do que de volume gerado.

As emissões totais de GEE somaram 95.857 tCO₂e em 2024, com alta de 33,3% desde 2010, mas ainda abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). O destaque negativo é o setor de energia, cujas emissões saltaram 248,1% no período, chegando a 33.161 tCO₂e em 2024 e superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e), com forte aceleração a partir de 2022. Essa trajetória contrasta com a estagnação da potência solar instalada, parada em 729 kW desde 2020, abaixo da mediana nacional (908 kW), evidenciando que o município não tem acompanhado sua demanda energética crescente com expansão de geração renovável local.

Por fim, os registros de eventos climáticos extremos (2 cheias e 6 secas em 2016) são pontuais na série disponível, mas superam a mediana nacional (zero), reforçando a necessidade de monitoramento contínuo diante do aumento das emissões de energia e da perda de água, dois indicadores que, combinados, podem ampliar a vulnerabilidade ambiental do município nos próximos ciclos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

88.0%

2024

74
4.2% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

8.9%

2024

95
64.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

71.6%

2022

42
16.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

24.5%

2022

34
36.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

729 kW

Solar

Potência solar

ANEEL (SIGA)

729 kW

2024

45
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Usinas solares (legado)

ANEEL (SIGA)

729 kW

2024

45
0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

95.857 tCO₂e

2024

61
33.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.082 tCO₂e

2024

98
28.7% no período

Emissões de energia

SEEG

33.161 tCO₂e

2024

39
248.1% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

6

2016

21
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.