Boa Vista do GurupiMA

7.769 habitantes · IBGE 2101970

IA

Resumo socioambiental

Boa Vista do Gurupi apresenta um quadro de saneamento em deterioração, com sinais de alerta que merecem atenção imediata da gestão local. A cobertura de água caiu para 78,7% em 2024, recuando frente aos 91,1% de 2023, mas ainda acima da mediana nacional (73,2%) e do estado (53,5%). O dado mais crítico é a perda de água, que saltou para 91,1% em 2024 — um salto abrupto frente aos 36,1% de 2023 —, colocando o município no percentil 99 nacional, ou seja, entre os piores do país nesse indicador. Essa combinação sugere problemas graves na gestão da rede de distribuição, possivelmente vazamentos ou falhas de medição, que comprometem a eficiência do sistema mesmo com cobertura relativamente boa.

O esgotamento sanitário também é motivo de preocupação estrutural. Embora a coleta de esgoto tenha sido reportada em 100% até 2018 (dado desatualizado, sem série mais recente), o tratamento permanece em 0,0% desde então, contra medianas nacionais de 33,3% e estadual de 23,5%. Pelo Censo IBGE, o quadro se confirma: apenas 54,1% dos domicílios tinham coleta em 2022 (queda de 8,8% frente a 2010), abaixo da mediana nacional (76,9%) e do percentil 19, enquanto 22,0% dos domicílios ainda têm destino inadequado de dejetos — acima da mediana do Brasil (14,9%), embora melhor que a média estadual (29,4%). Essa lacuna de tratamento tende a pressionar a qualidade de corpos hídricos locais e pode se relacionar ao aumento de 52,9% nas emissões de resíduos entre 2010 e 2024 (para 3.726 tCO₂e), ainda que este valor esteja abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

Em termos climáticos, as emissões totais de GEE caíram fortemente, de 529.220 tCO₂e em 2023 para 147.549 tCO₂e em 2024, uma redução de 73,7% em relação ao pico da série histórica, ficando próximo da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 52. As emissões de energia (15.349 tCO₂e) cresceram 44,5% desde 2010, mas seguem abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Já os registros de cheia (2 ocorrências em 2016) posicionam o município no percentil 87 nacional, indicando exposição a eventos hidrológicos extremos que podem agravar-se diante da fragilidade da infraestrutura de saneamento.

Em síntese, o município convive com avanços pontuais em cobertura de água e redução de emissões totais, mas enfrenta desafios estruturais sérios: ausência total de tratamento de esgoto, perdas de água extremamente elevadas e queda na cobertura de coleta domiciliar. A combinação desses fatores exige priorização de investimentos em infraestrutura hídrica e de esgotamento, sob risco de agravamento de passivos ambientais e vulnerabilidade a eventos climáticos extremos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

78.7%

2024

58
21.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2018

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2018

Perda de água

SNIS/SINISA

91.1%

2024

1

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

54.1%

2022

19
8.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

22.0%

2022

37
45.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

147.549 tCO₂e

2024

48
73.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.726 tCO₂e

2024

68
52.9% no período

Emissões de energia

SEEG

15.349 tCO₂e

2024

54
44.5% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.