Boa Vista do IncraRS

2.315 habitantes · IBGE 4302238

IA

Resumo socioambiental

Boa Vista do Incra/RS apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com excelência em abastecimento de água convivendo com déficits estruturais em manejo de esgoto e resíduos sólidos. A cobertura de água atingiu 99,8% em 2022, muito acima da mediana nacional (76,5%) e da média do Rio Grande do Sul (88,1%), posicionando o município no percentil 89 do país. Esse desempenho é reforçado pela perda de água praticamente nula (0,0% em 2022), contra uma mediana nacional de 29,9% e uma média estadual de 36,5% — o município está no percentil 1, ou seja, entre os menores índices de perda do Brasil, indicando gestão eficiente da rede hídrica.

Por outro lado, o saneamento básico ligado a esgoto e resíduos revela fragilidades importantes. A coleta de esgoto alcança apenas 44,5% dos domicílios em 2022, abaixo da mediana nacional (76,9%) e da média gaúcha (82,7%), situando o município no percentil 10. Consequentemente, o destino inadequado de dejetos ainda atinge 48,3% dos domicílios, valor muito superior à mediana nacional (14,9%) e à média estadual (4,5%), colocando o município no percentil 92 — entre os piores do país nesse quesito, apesar da melhora histórica (queda de 23,1% desde 2010). Essa lacuna em esgotamento sanitário provavelmente contribui para o aumento de 15,1% nas emissões de resíduos entre 2010 e 2024, que somaram 1.200 tCO₂e em 2024, embora esse volume ainda seja baixo em termos absolutos (percentil 3 nacionalmente).

Em relação ao clima, as emissões totais de GEE caíram 35,9% desde 2010, chegando a 53.300 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), com percentil 22. As emissões de energia também recuaram (-12,1%), somando 3.391 tCO₂e em 2024, bem inferiores à mediana do país. Contudo, o município registrou eventos climáticos extremos em 2016 — 1 registro de cheia e 4 de seca —, ambos acima da mediana nacional (zero em ambos os casos), sinalizando exposição a variabilidade hídrica que merece monitoramento contínuo, especialmente diante da baixa cobertura de esgotamento sanitário, que pode agravar riscos sanitários em eventos de cheia.

Em síntese, o município exibe gestão hídrica exemplar, mas necessita de investimentos prioritários em coleta e tratamento de esgoto para reduzir o destino inadequado de dejetos, que representa seu maior passivo socioambiental relativo ao cenário nacional e estadual.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2024

100
235.1% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

16.7%

2024

83

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

44.5%

2022

10
19.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

48.3%

2022

8
23.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

53.300 tCO₂e

2024

78
35.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.200 tCO₂e

2024

97
15.1% no período

Emissões de energia

SEEG

3.391 tCO₂e

2024

86
12.1% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.