Boca da MataAL

21.517 habitantes · IBGE 2701001

IA

Resumo socioambiental

Boca da Mata/AL apresenta quadro socioambiental misto, com avanços em saneamento domiciliar mas fragilidades estruturais no sistema de abastecimento de água. A cobertura de água estagnou em 67,7% entre 2010 e 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (76,9%), posicionando o município no percentil 39. Mais grave é a perda de água, que saltou de 30,0% (2009) para 56,4% em 2022 — quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e superior à média de Alagoas (43,9%), colocando o município no percentil 90, entre os piores do país nesse indicador. Esse desperdício expressivo indica ineficiência operacional na distribuição, o que compromete a eficácia de qualquer investimento em captação e tratamento.

Em contrapartida, o manejo de resíduos sólidos domiciliares mostrou melhora consistente: a cobertura de coleta subiu de 85,6% (2010) para 91,8% (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e estadual (79,1%), no percentil 82. O destino inadequado de resíduos caiu de 14,4% para 6,6% no mesmo período, ficando abaixo da mediana nacional (14,9%) e estadual (13,0%). Contudo, essa melhora na cobertura não se refletiu nas emissões de resíduos, que cresceram 17,6% desde 2010, atingindo 13.178 tCO₂e em 2024 — mais que o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 74. Esse descompasso sugere que a ampliação da coleta não veio acompanhada de tratamento adequado ou destinação final que mitigue a geração de metano.

No balanço geral de emissões, o município reduziu seu total de GEE em 24,1% desde 2010, chegando a 80.176 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 34. A queda foi puxada principalmente pelo setor de energia, que caiu 48,5% no período, embora com leve alta em 2024. A presença de 14 MW de potência em biomassa, estável desde 2010 e acima da mediana nacional (5 MW), contribui para essa trajetória mais favorável em energia, contrastando com o peso crescente dos resíduos na matriz de emissões locais.

Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016, o que limita a análise de riscos hidrológicos recentes. Em síntese, o desafio prioritário de Boca da Mata está no sistema de abastecimento de água — tanto na ampliação da cobertura quanto, sobretudo, no combate às perdas físicas na rede —, enquanto o setor de resíduos exige atenção ao tratamento e destinação final para conter o crescimento das emissões associadas à maior cobertura de coleta.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

56.2%

2024

27
16.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

32.5%

2024

42
23.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

91.8%

2022

82
7.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

6.6%

2022

70
54.4% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

14 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

80.176 tCO₂e

2024

66
24.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

13.178 tCO₂e

2024

26
17.6% no período

Emissões de energia

SEEG

18.461 tCO₂e

2024

51
48.5% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.