Boca do AcreAM
38.246 habitantes · IBGE 1300706
Resumo socioambiental
Boca do Acre/AM apresenta quadro socioambiental contrastante em 2022: a cobertura de água atingiu 100,0%, bem acima da mediana nacional (76,5%) e da própria UF (82,0%), com salto expressivo frente aos 40,6% de 2018 — colocando o município no percentil 100 do país. A perda de água também é baixa, em 8,2%, contra mediana nacional de 29,9% e UF de 48,1%, indicando gestão eficiente da rede de abastecimento. Esse desempenho positivo, porém, não se estende ao saneamento básico: apenas 30,3% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), queda de 39,0% em relação a 2010, e 59,5% dos domicílios têm destino inadequado de dejetos, quase quatro vezes a mediana nacional (14,9%) e no percentil 97 — um dos piores índices do país nesse quesito.
Essa lacuna em esgotamento sanitário se reflete nas emissões de resíduos, que somaram 19.775 tCO₂e em 2024, com alta de 29,3% desde 2010, superando a mediana nacional (5.787 tCO₂e) e situando o município no percentil 83. O quadro de emissões totais é ainda mais crítico: 14.203.005 tCO₂e em 2024, variação de +102,0% desde 2010, com picos entre 2019 e 2022 (chegando a 29,1 milhões de tCO₂e), colocando Boca do Acre no percentil 100 nacional — provavelmente puxado por mudança de uso da terra, dado o porte do salto em relação às emissões de energia e resíduos, que são comparativamente menores. As emissões de energia, embora com participação modesta no total, cresceram 294,0% desde 2010, atingindo 145.587 tCO₂e em 2024, com a potência térmica fóssil estável em 19 MW desde 2019.
No eixo hídrico-climático, o município registrou eventos de cheia (5 registros em 2016, percentil 98) e seca (2 registros, percentil 64), sinalizando exposição a extremos hidrológicos. A segurança hídrica projetada para 2035 é de 2,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e da UF (3,113), situando o município no percentil 14 — um alerta relevante frente à vulnerabilidade climática já observada. Em síntese, Boca do Acre combina avanços notáveis em abastecimento de água com déficits estruturais em esgotamento sanitário e pressões crescentes de emissões, o que reforça a necessidade de investimento articulado em coleta e tratamento de esgoto, capaz de mitigar tanto os indicadores sociais quanto as emissões de resíduos, além de monitoramento da segurança hídrica futura.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
100.0%
2023
Perda de água
SNIS/SINISA
66.7%
2023
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
30.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
59.5%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
19 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
14.203.005 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
19.775 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
145.587 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
5
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
