Bocaina do SulSC

3.618 habitantes · IBGE 4202438

IA

Resumo socioambiental

Bocaina do Sul/SC apresenta déficit estrutural no saneamento básico, com cobertura de água de apenas 36,6% em 2024 — muito abaixo da mediana nacional (73,2%) e do patamar catarinense (86,8%), posicionando o município no percentil 10 do país. Embora a série histórica mostre avanço desde 2010 (31,8%), houve retrocesso recente: o pico de 43,5% em 2023 caiu para 36,6% em 2024. A perda de água na distribuição também preocupa, atingindo 29,3% em 2024, valor próximo da mediana nacional (29,1%) mas com trajetória de alta (+36% desde 2010), sinalizando ineficiência operacional que compromete o próprio esforço de ampliação da cobertura.

Na gestão de resíduos sólidos, o quadro é misto. A coleta domiciliar evoluiu de 40% (2010) para 65,7% (2022), avanço expressivo, mas ainda inferior à mediana nacional (76,9%) e distante da UF (89,7%), colocando o município no percentil 33. Por outro lado, o destino inadequado de resíduos caiu drasticamente, de 60% para 13,4% no mesmo período — redução de quase 78% —, ficando até melhor que a mediana nacional (14,9%), embora ainda longe do padrão de Santa Catarina (3,2%). Essa melhoria na destinação final não se reflete nas emissões de resíduos, que cresceram 30,7% desde 2010 (1.915 tCO₂e em 2024), acompanhando o aumento da coleta e sugerindo maior geração de resíduos captados pelo sistema, ainda que o volume permaneça baixo frente ao Brasil (percentil 11).

O perfil de emissões totais de GEE é dominado pela oscilação de setores como energia, que saltou de 3.716 tCO₂e (2010) para 18.979 tCO₂e em 2024 — alta de mais de 410%, equiparando o município à mediana nacional (18.929 tCO₂e) no percentil 50. As emissões totais, de 148.994 tCO₂e em 2024, caíram 37,1% frente a 2010, mas permanecem acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), refletindo picos históricos como o de 2019 (273.305 tCO₂e).

Por fim, os únicos registros de eventos hidrológicos extremos (2016) indicam vulnerabilidade expressiva: 3 registros de cheia (percentil 93) e 4 de seca (percentil 72), muito acima da mediana nacional (zero em ambos). A ausência de dados mais recentes desses indicadores limita a avaliação da situação atual, mas o histórico reforça a necessidade de articular investimentos em saneamento e infraestrutura hídrica com planejamento de resiliência climática, dado o quadro combinado de baixa cobertura de água, perdas elevadas e exposição a eventos extremos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

36.6%

2024

10
15.2% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

29.3%

2024

50
36.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

65.7%

2022

33
64.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

13.4%

2022

53
77.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

148.994 tCO₂e

2024

48
37.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.915 tCO₂e

2024

89
30.7% no período

Emissões de energia

SEEG

18.979 tCO₂e

2024

50
410.8% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.