Bocaiúva do SulPR

13.804 habitantes · IBGE 4103107

IA

Resumo socioambiental

Bocaiúva do Sul apresenta quadro sanitário misto, com retrocessos recentes em indicadores de água e esgoto que merecem atenção dos gestores. A cobertura de água atingiu 71,0% em 2024, ainda abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média paranaense (89,5%), refletindo queda expressiva desde o pico de 90,5% em 2022 — houve uma ruptura na série em 2023 (59,5%) que não se recuperou totalmente. As perdas de água seguem o mesmo padrão preocupante: 44,0% em 2024, bem acima da mediana nacional (29,1%) e da UF (29,0%), colocando o município no percentil 77 (pior) do país, o que sugere problemas de gestão operacional da rede que podem explicar a queda simultânea na cobertura.

O saneamento de esgoto também recuou: a coleta caiu para 43,1% em 2024, distante dos 90,0% registrados em 2021, e abaixo da mediana nacional (59,9%) e da UF (82,9%). Em contrapartida, o tratamento de esgoto manteve-se relativamente estável em 50,0%, superando a mediana nacional (33,3%), embora ainda distante do desempenho paranaense (78,8%). Essa combinação — queda na coleta com tratamento estável — indica que o município consegue tratar bem o esgoto captado, mas está coletando proporcionalmente menos, um descompasso que pode estar ligado à mesma causa da queda na cobertura de água. Positivamente, o indicador censitário de destinação inadequada de resíduos domiciliares caiu de 22,9% (2010) para 6,3% (2022), aproximando-se do padrão estadual (5,6%).

No eixo climático, as emissões totais de GEE caíram drasticamente para 81.495 tCO₂e em 2024, uma redução de 71,5% frente ao ano anterior (402.646 tCO₂e), provavelmente associada a mudanças no uso da terra ou agropecuária, historicamente as maiores fontes de variação nesse tipo de série municipal. Entretanto, as emissões por resíduos seguem em trajetória de alta constante, atingindo 6.794 tCO₂e em 2024 (+58,0% desde 2010), acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), o que é coerente com o crescimento populacional e reforça a necessidade de ampliar a gestão de resíduos sólidos paralelamente aos ganhos observados no indicador de destinação inadequada.

Em síntese, o município exibe avanços estruturais de longo prazo em saneamento (tratamento de esgoto e destinação de resíduos), mas enfrenta uma deterioração recente em cobertura de água, perdas hídricas e coleta de esgoto que contrasta com o desempenho médio do Paraná. Recomenda-se priorizar investimentos na manutenção da rede de abastecimento e recuperação da cobertura de coleta de esgoto, monitorando conjuntamente o crescimento das emissões de resíduos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

71.0%

2024

47
13.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

43.1%

2024

34

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

50.0%

2024

61
14171.4% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

44.0%

2024

23
22.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

88.4%

2022

74
14.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

6.3%

2022

70
72.2% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

12 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

12 MW

2024

54
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

81.495 tCO₂e

2024

66
71.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.794 tCO₂e

2024

47
58.0% no período

Emissões de energia

SEEG

20.590 tCO₂e

2024

48
28.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.