BocaiúvaMG
49.668 habitantes · IBGE 3107307
Resumo socioambiental
Bocaiúva/MG apresenta saneamento acima da mediana nacional, mas com sinais recentes de retrocesso que merecem atenção da gestão. A cobertura de água atingiu 87,1% em 2024, superior à mediana do Brasil (73,2%) e à média mineira (83,3%), embora tenha recuado frente aos 94,9% registrados em 2022. A coleta de esgoto, de 77,9% (2024), também está acima da mediana nacional (59,9%) e próxima da UF (78,2%), mas caiu 12,6% em relação ao pico de 96,7% em 2021. Já o tratamento de esgoto evoluiu de forma expressiva, saindo de 0% até 2019 para 88,8% em 2024, posicionando o município no percentil 92 nacional — um avanço que contrasta com a queda na coleta e sugere que o investimento em estações de tratamento não foi acompanhado por manutenção equivalente na rede coletora.
A perda de água, por sua vez, é um ponto crítico: 49,7% em 2024 (percentil 83, ou seja, entre as piores do país), bem acima da mediana nacional (29,1%) e da UF (35,8%). Apesar da melhora histórica desde 2010 (64,9%), a perda voltou a subir desde 2019 (39,8%), o que pode explicar parte da queda na cobertura de água mesmo com infraestrutura de tratamento ampliada — indicando possível deterioração da rede de distribuição concomitante aos ganhos no tratamento de esgoto.
No eixo de resíduos sólidos, o destino inadequado de domicílios caiu de 23,3% (2010) para 14,6% (2022), aproximando-se da mediana nacional (14,9%), mas ainda distante da UF (7,4%). A escassez de unidades de destinação (apenas 1, ante 135 na UF) e a estabilidade das emissões de resíduos (22.860 tCO₂e em 2024, percentil 85) sugerem infraestrutura limitada de disposição final, compatível com o baixo número de unidades licenciadas.
Em emissões totais de GEE, o município registrou 445.719 tCO₂e em 2024, no percentil 78 nacional, com queda de 1,9% no último ano, mas ainda acima do patamar de 2018-2022. O crescimento de 77,2% nas emissões de energia desde 2010 é o principal vetor de pressão climática, superando o padrão nacional (percentil 85). Os registros históricos de cheia (2) e seca (13) em 2016, embora únicos na série, colocam Bocaiúva entre os municípios mineiros com maior recorrência de eventos hidrológicos extremos (percentis 87 e 92), reforçando a necessidade de integrar planejamento hídrico, redução de perdas na rede e gestão de resíduos como prioridades conjuntas para os próximos ciclos de investimento.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
87.1%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
77.9%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
88.8%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
49.7%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
83.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
14.6%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Clima
Emissões de GEE
SEEG
445.719 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
22.860 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
133.861 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
13
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
