BodocóPE

36.129 habitantes · IBGE 2602001

IA

Resumo socioambiental

Bodocó/PE apresenta um quadro de saneamento básico crítico, mesmo com avanços pontuais recentes. A cobertura de água atingiu 55,6% em 2022, com salto expressivo em relação a 2021, mas ainda muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e de Pernambuco (86,7%), posicionando o município no percentil 25 do país. Já a coleta de esgoto sofreu forte retrocesso: caiu de patamares próximos a 100% entre 2013 e 2015 para 59,6% em 2020, uma queda de -39,6% no período, indicando possível falha de manutenção ou de gestão do sistema, já abaixo da mediana nacional (87,8%), embora ainda superior à média estadual (47,4%). O tratamento de esgoto, por sua vez, está em 45,3% (2020), acima da mediana nacional (37,7%) e da UF (35,7%), sugerindo que a estação de tratamento tem capacidade relativamente adequada frente ao volume coletado, mas insuficiente diante da baixa cobertura de coleta.

Os dados do Censo IBGE reforçam a fragilidade do saneamento municipal: apenas 33,8% dos domicílios têm coleta de lixo (2022), com queda de -18% desde 2010, situando Bodocó no percentil 5 nacional — um dos piores desempenhos do país. Consequentemente, o destino inadequado de resíduos atinge 53,4% dos domicílios, taxa alarmante frente à mediana nacional de 14,9% e à média estadual de 14,8%, colocando o município no percentil 94 (entre os piores do Brasil). Essa deficiência na gestão de resíduos sólidos se reflete diretamente nas emissões: os gases de efeito estufa provenientes de resíduos somaram 17.878 tCO₂e em 2024, alta de +30,1% desde 2010, e muito acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 81.

O perfil de emissões totais do município é preocupante e crescente: 586.707 tCO₂e em 2024, um aumento de +78,2% desde 2010, situando Bodocó no percentil 82 nacional, embora ainda distante da magnitude estadual. As emissões de energia também cresceram (+51,8%, atingindo 22.418 tCO₂e em 2024), acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e). A perda de água na distribuição, de 30,2% em 2022, ficou próxima da mediana nacional (29,9%) após anos de oscilação superior a 40-50%, mostrando alguma melhora operacional recente. Some-se a isso os registros históricos de eventos climáticos extremos em 2016 — 1 registro de cheia e 15 de seca —, este último no percentil 95 nacional, evidenciando vulnerabilidade hídrica que se combina com a insuficiência estrutural de saneamento e aponta para a necessidade urgente de investimentos integrados em infraestrutura de água, esgoto e resíduos sólidos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

44.9%

2024

16
17.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

59.6%

2020

39.6% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

45.3%

2020

15.7% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

39.9%

2024

29
13.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

33.8%

2022

5
18.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

53.4%

2022

6
9.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

586.707 tCO₂e

2024

18
78.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

17.878 tCO₂e

2024

19
30.1% no período

Emissões de energia

SEEG

22.418 tCO₂e

2024

46
51.8% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

15

2016

5
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.